Covid-19: OMS já se pronunciou sobre uso vacina da AstraZeneca

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta sexta-feira que “não há razão para não usar” a vacina contra a covid-19 da AstraZeneca. Em causa está a suspensão do imunizante em vários países europeus como medida de precaução.

Covid-19: OMS já se pronunciou sobre uso vacina da AstraZeneca

Covid-19: OMS já se pronunciou sobre uso vacina da AstraZeneca

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta sexta-feira que “não há razão para não usar” a vacina contra a covid-19 da AstraZeneca. Em causa está a suspensão do imunizante em vários países europeus como medida de precaução.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta sexta-feira, 2 de março, que “não há razão para não usar” a vacina contra a covid-19 da AstraZeneca. Em causa está a suspensão do imunizante em vários países europeus como medida de precaução.

“Sim, devemos continuar a utilizar a vacina da AstraZeneca. Não há razão para não a usar”, disse a porta-voz Margaret Harris, numa conferência de imprensa em Genebra.

Dinamarca, Islândia e Noruega anunciaram na quinta-feira a suspensão das injeções da vacina da AstraZeneca contra a covid-19, invocando “precaução“, medida seguida já hoje, também, pela Bulgária.

A agência nacional de saúde dinamarquesa, a primeira a anunciar a decisão, invocou a precaução devido a “casos graves de coágulos sanguíneos em pessoas vacinadas”, embora “até ao momento” não tenha sido estabelecida qualquer ligação entre a vacina e os coágulos.

Enfermeira morreu com grave problema de coagulação

Já no início desta semana, a Áustria parou de administrar um lote de vacinas da AstraZeneca após a morte de uma enfermeira, de 49 anos, devido a “graves problemas de coagulação” alguns dias após ter sido vacinada.

O laboratório anglo-sueco e o Governo britânico reagiram na quinta-feira, defendendo que a vacina é “segura e eficaz“.

Por sua vez, a porta-voz da OMS sublinhou que os especialistas da organização estão a analisar a informação sobre a formação de coágulos sanguíneos, mas referiu que, por enquanto, não foi estabelecida qualquer relação de causa-efeito.

“Qualquer alerta de segurança deve ser alvo de investigação. Temos que assegurar que estudamos todos os alertas de segurança quando distribuímos as vacinas e temos de passar por eles, mas não existe qualquer indicação para não utilizar [as vacinas]”, frisou Harris.

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