Covid-19: Norte regista abrandamento mas incidência ainda é sete vezes maior face a abril

A região Norte está a registar um abrandamento do crescimento da pandemia de covid-19, mas a incidência ainda é quase sete vezes superior à registada em abril, segundo um especialista da Faculdade de Ciência da Universidade do Porto.

Covid-19: Norte regista abrandamento mas incidência ainda é sete vezes maior face a abril

Covid-19: Norte regista abrandamento mas incidência ainda é sete vezes maior face a abril

A região Norte está a registar um abrandamento do crescimento da pandemia de covid-19, mas a incidência ainda é quase sete vezes superior à registada em abril, segundo um especialista da Faculdade de Ciência da Universidade do Porto.

A região Norte está a registar um abrandamento do crescimento da pandemia de covid-19, mas a incidência ainda é quase sete vezes superior à registada em abril, segundo um especialista da Faculdade de Ciência da Universidade do Porto.

“Temos neste momento uma situação em que em geral está a haver abrandamento de crescimento” no Norte do país, a zona onde há mais casos de infeção, afirmou Óscar Felgueiras na reunião que decorre no Infarmed, em Lisboa, onde vários peritos estão a analisar a situação epidemiológica em Portugal.

Segundo o especialista, mesmo onde a pandemia está a crescer, em geral, há abrandamento e, eventualmente, onde está a descer a tendência é de descida em muitas regiões.

Ao acompanhar a média diária de casos numa janela a sete dias e numa janela de casos a 14 dias, observa-se que tem havido um crescimento grande.

“Estamos neste momento com uma incidência que é quase sete vezes superior à registada em abril no momento mais alto da pandemia e recentemente a tendência foi de haver um certo abrandamento”, sublinhou Óscar Felgueiras.

À semelhança do que acontece no país, as faixas etárias com maior incidência são as da população ativa dos 20 aos 49 anos, seguida dos idosos acima dos 80 anos, bem como dos 70 aos 79 anos.

“Mesmo no caso dos idosos, a incidência atual é mais do sobro do que aquela que foi atingida no pico de abril”, salientou.

Segundo Óscar Felgueiras, estão a surgir cerca de 200 casos diários de pessoas com 80 ou mais anos neste momento. “A verdade é que a incidência é bastante elevada”.

A taxa de incidência a 14 dias aumentou na última semana 16% com tendência, no entanto, de abrandamento, sendo a variação de crescimento de menos 9%.

Em termos de faixas etárias que estão a crescer estão as crianças, mais 32%, os adolescentes, mais 24%, e os idosos com mais de 80 anos (26%) e 70 a 79 anos, mais 21%.

O especialista adiantou que as realidades na região norte não são absolutamente homogéneas.

Em Aveiro existe uma tendência elevada, mas que está em crescimento desacelerado, em Braga é mais elevada, estando o crescimento em 28%, mas também está a desacelerar o crescimento, enquanto Bragança esteja em crescimento acelerado, mas num patamar mais baixo.

O distrito do Porto é onde se está a dar alguma estabilização e que está a ocorrer sobretudo nas faixas etárias da população ativa, não tanto nos jovens e os idosos ainda estão a subir um bocadinho.

Portugal contabiliza pelo menos 3.632 mortos associados à covid-19 em 236.015 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O país está em estado de emergência desde 09 de novembro e até 23 de novembro, período durante o qual há recolher obrigatório nos concelhos de risco de contágio mais elevado e municípios vizinhos. A medida abrange 191 concelhos.

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