Covid-19: “Não estivemos parados, mas tememos não estar preparados”, diz ministra da Saúde

A ministra da Saúde afirmou hoje que Governo não estiveram parados desde que foi conhecido o novo coronavírus, mas disse temer que Portugal possa não estar totalmente preparado.

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Covid-19: “Não estivemos parados, mas tememos não estar preparados”, diz ministra da Saúde

A ministra da Saúde afirmou hoje que Governo não estiveram parados desde que foi conhecido o novo coronavírus, mas disse temer que Portugal possa não estar totalmente preparado.

A ministra da Saúde afirmou hoje que Governo e autoridades de saúde não estiveram parados desde que foi conhecido o novo coronavírus, mas disse temer que Portugal, tal como os outros países, possa não estar totalmente preparado.

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“Não estivemos parados e, contudo, como todos os outros, tememos não estar preparados porque não depende só de nós”, afirmou Marta Temido, no final do debate de atualidade pedido pelo CDS no parlamento 9 sobre a resposta do país ao coronavírus.

A ministra reiterou a intenção do Governo de “continuar a melhorar” a linha de saúde 24, com um novo ‘call center’ preparado para responder a duas mil chamadas em simultâneo.

Sem dar números concretos, que tinham sido pedidos por várias bancadas, Marta Temido comprometeu-se também com uma maior resposta às necessidades futuras com a doença em termos de camas e ventiladores, mas recusou que o Governo tenha errado ao não introduzir mais cedo restrições a viagens.

“As restrições às viagens tinham um efeito ilusório de nos proteger de um mundo cada vez mais global, passámos a acompanhar viajantes provenientes da China, depois de Itália, provavelmente teremos de pensar no mesmo sistema para outros passageiros de áreas afetadas”, afirmou.

A ministra recusou também que fosse possível regular que cidadãos de áreas onde há mais casos, como Felgueiras e Lousada, tivessem “menos acesso ao Portugal que é de todos”. “Não estamos de acordo”, afirmou.

Quanto à possibilidade de serem realizados mais testes, também pedido por vários partidos no debate, a ministra garantiu que o alargamento das pessoas testados será feito “à medida que as autoridades de saúde o recomendarem”.

“É sobretudo o momento de aliar contenção, precaução à mitigação, não deixando nunca de ajudar ninguém, não deixando nunca que alguém fique sozinho em casa isolado, sem pão, sem água, sem serviços básicos, disso não nos absteremos”, assegurou.

 

 

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