Covid-19: Médicos espanhóis levam refeições a ilha cabo-verdiana afetada pela crise

A África Avanza, formada por médicos espanhóis que se dedicam a causas humanitárias no continente africano, começou este mês a distribuir refeições na ilha cabo-verdiana do Sal, prevendo chegar a 800 pessoas, divulgou hoje aquela organização não-governamental (ONG).

Covid-19: Médicos espanhóis levam refeições a ilha cabo-verdiana afetada pela crise

Covid-19: Médicos espanhóis levam refeições a ilha cabo-verdiana afetada pela crise

A África Avanza, formada por médicos espanhóis que se dedicam a causas humanitárias no continente africano, começou este mês a distribuir refeições na ilha cabo-verdiana do Sal, prevendo chegar a 800 pessoas, divulgou hoje aquela organização não-governamental (ONG).

Esta operação solidária está a ser feita na principal ilha turística de Cabo Verde, que recebia metade dos turistas que anualmente visitavam, até à pandemia de covid-19, o arquipélago (total de 819 mil em 2019), mas que desde meados de março está praticamente sem turistas.

“A epidemia de covid está a ter graves consequências na economia cabo-verdiana e, como é habitual, infelizmente, acaba por afetar diretamente os grupos mais vulneráveis da sociedade”, reconhece a associação, numa nota enviada à Lusa, explicando que prevê, com esta campanha, levar refeições a cerca de 200 famílias, beneficiando 800 habitantes da ilha, ao longo das próximas semanas.

Os médicos voluntários daquela ONG já realizaram 1.113 intervenções cirúrgicas gratuitas, além de 2.569 consultas de várias especialidades, na ilha do Sal, no âmbito do programa de assistência iniciado em 2012 e que envolveu, até fevereiro passado, 38 deslocações a Cabo Verde.

“Perante a impossibilidade temporária de dar continuidade ao programa ‘Médicos Solidários por Cabo Verde’, devido à proibição de viagens internacionais, a África Avanza lançou esta campanha de ajuda, dirigida a famílias com crianças em situação difícil. São refeições quentes preparadas e embaladas em condições higiénicas e seguras, com ingredientes locais, saudáveis, e incluem pão e sobremesa”, acrescenta a organização.

Suspensos desde 19 de março, para conter a transmissão da pandemia de covid-19, os voos comerciais internacionais só voltaram a ser autorizados pelo Governo cabo-verdiano desde 12 de outubro — obrigando a testes negativos à doença com pelo menos 72 horas de antecedência -, mas os impactos no turismo, que representa 25% do Produto Interno Bruto (PIB), ainda não se sentem.

Segundo a organização, a campanha “Menus solidários” conta com o apoio da rede internacional de hotéis e resorts RIU, uma das principais da ilha do Sal, e das autoridades de Bizkaia, na comunidade autónoma espanhola do País Basco, sede da África Avanza, além da autarquia cabo-verdiana.

Acrescenta que os beneficiários desta campanha são selecionados com base em “critérios sócio-económicos oficiais” e a entrega de refeições – primeiro na cidade de Espargos seguindo-se Santa Maria -, é feita “mediante agendamento com o representante de cada família”.

No âmbito do apoio a Cabo Verde, essencialmente na ilha do Sal, aquela organização refere que desde 2012 já formou 150 cabo-verdianos na área da saúde, envolvendo no total mais de 150 voluntários, entre os quais uma centena de médicos.

Cabo Verde contabiliza um acumulado de 8.033 casos de covid-19 diagnosticados desde 19 de março, com 90 óbitos associados à doença no mesmo período.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 41,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

PVJ // JH

By Impala News / Lusa

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