Covid-19: Mais de 40% dos cabo-verdianos acima dos 60 anos já receberam a vacina

Mais de 40% da população cabo-verdiana acima de 60 anos já recebeu pelo menos a primeira dose da vacina contra a covid-19, totalizando mais de 21.000 pessoas, revelou hoje o diretor nacional de Saúde.

Covid-19: Mais de 40% dos cabo-verdianos acima dos 60 anos já receberam a vacina

Covid-19: Mais de 40% dos cabo-verdianos acima dos 60 anos já receberam a vacina

Mais de 40% da população cabo-verdiana acima de 60 anos já recebeu pelo menos a primeira dose da vacina contra a covid-19, totalizando mais de 21.000 pessoas, revelou hoje o diretor nacional de Saúde.

Durante a conferência de imprensa semanal sobre a situação da pandemia no arquipélago, realizada hoje, na Praia, o diretor nacional de Saúde de Cabo Verde, Jorge Noel Barreto, explicou que até 06 de junho já tinham sido vacinadas 28.881 pessoas com pelo menos a primeira dose das vacinas disponíveis no país (Pfizer e AstraZeneca).

Deste total, explicou, 21.254 são pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, a faixa etária prioritária no plano nacional de vacinação contra a covid-19. Corresponde a 42% do total de pessoas nessa faixa etária em Cabo Verde, que representa também 82% dos 267 óbitos por complicações associadas à doença no país.

“É baixa ainda, mas é uma boa taxa, tendo em conta que é um dos grupos prioritários de vacinação”, apontou Jorge Noel Barreto.

O responsável acrescentou que 4.165 profissionais de saúde — os primeiros abrangidos na campanha de vacinação que arrancou em 19 de março – já receberam pelo menos a primeira dose da vacina, equivalente a 97,5% do previsto, enquanto cerca de 2.600 já completaram o processo com a segunda dose.

Foram ainda vacinados até ao momento 426 polícias, 215 militares, 538 doentes crónicos com menos de 60 anos e 103 bombeiros, ainda dentro dos grupos prioritários de vacinação, preparando-se o avanço para a população em geral, daí o apelo para que o processo seja feito “sem receios”.

“Se a população não aderir à vacinação, de nada vai adiantar o esforço que o Governo de Cabo Verde tem feito para conseguir as vacinas e isso terá implicações gravíssimas no futuro do país (…) Vai condicionar a retoma das atividades económicas e põe em risco a vida das pessoas”, afirmou Jorge Noel Barreto.

O objetivo do Governo cabo-verdiano é vacinar 70% da população elegível do país (cerca de 330 mil pessoas, acima dos 18 anos) até final deste ano.

Cabo Verde registou hoje mais 50 infetados com o novo coronavírus, o número diário mais baixo desde 04 de abril, elevando para 31.147 o acumulado de casos desde 19 de março de 2020.

O diretor nacional de Saúde avançou ainda que a taxa de ocupação nas unidades de saúde do país é de 31%, com 26 doentes com covid-19 internados, 11 dos quais em estado grave ou crítico.

Noel Barreto acrescentou que nos últimos 14 dias (24 de maio a 06 de junho) foram analisadas 14.952 amostras, a uma média diária de 1.068, e confirmados 1.754 novos casos de covid-19, equivalente a uma taxa de positividade de cerca de 12%.

Nos 14 dias anteriores (10 a 23 de maio) tinham sido analisadas 22.427 amostras e confirmados 2.821 novos casos, correspondente a uma taxa de positividade de 13%.

“A taxa de positividade ainda está acima do que é desejável, que é de 4%, e apesar de a situação continuar a parecer favorável, no sentido de algum controlo, ainda é extremamente importante que as pessoas continuem a cumprir as regras”, afirmou o diretor nacional de Saúde.

Cabo Verde fechou os últimos 14 dias com uma taxa nacional de incidência de covid-19 de 311 casos por 100 mil habitantes, contra os 501 casos no período anterior.

O país tinha registado um pico de 51 mortes por complicações associadas à covid-19 em abril, registo que caiu para 45 em maio e para três óbitos na primeira semana de junho.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.731.297 mortos no mundo, resultantes de mais de 173,2 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

PVJ // LFS

By Impala News / Lusa

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