Covid-19: Mais de 100 trabalhadores de hotel da Guiné-Bissau mandados para casa

Um porta-voz do comité de trabalhadores de um hotel da Guiné-Bissau, propriedade de líbios, disse hoje à Lusa que mais de 100 colaboradores foram mandados para casa, por falta de clientes devido à pandemia do novo coronavírus.

Covid-19: Mais de 100 trabalhadores de hotel da Guiné-Bissau mandados para casa

Covid-19: Mais de 100 trabalhadores de hotel da Guiné-Bissau mandados para casa

Um porta-voz do comité de trabalhadores de um hotel da Guiné-Bissau, propriedade de líbios, disse hoje à Lusa que mais de 100 colaboradores foram mandados para casa, por falta de clientes devido à pandemia do novo coronavírus.

Tumane Seidi disse que a administração do Leadger Líbia Hotel, propriedade da empresa Laiko, comunicou a intenção de suspender o contrato dos colaboradores, a partir de 01 de junho e até agosto, alegando que o hotel está sem clientes.

A medida irá afetar mais de 100 colaboradores, observou Seidi, que a considera ilegal à luz do decreto do estado de emergência emitido pelo Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, que proíbe o despedimento dos funcionários durante a vigência da medida.

O comité de trabalhadores do hotel vai escrever, ainda hoje, cartas para Umaro Sissoco Embaló, para o primeiro-ministro, Nuno Nabian, para a ministra dos Negócios Estrangeiros, Suzi Barbosa, e para a embaixada da Líbia em Bissau.

“Queremos saber o que será de nós, porque não estamos a compreender o que se passa”, afirmou Tumane Seidi.

Os trabalhadores estão a tentar fazer a administração do hotel voltar atrás com a medida, mas se até sexta-feira não houver entendimento, os trabalhadores prometem realizar uma vigília à porta do estabelecimento para impedir a entrada de pessoas.

Tumane Seidi disse que “o mais caricato” é o facto de antes de comunicar a decisão de suspender os contratos “que muitos nem têm”, a administração do hotel ordenou que muitos colaboradores entrassem de férias e quando retomaram o serviço foi-lhes dito que deviam ficar todos em casa.

Seidi acusa a administração do hotel de não estar a pagar os descontos dos trabalhadores na Segurança Social desde 2016.

A Lusa tentou uma reação da administração do hotel, mas não teve sucesso.

No âmbito do combate à covid-19, o Presidente guineense prolongou, pela quarta vez, o estado de emergência até 10 de junho.

A Guiné-Bissau registou desde março mais de 1.300 casos de infeção por covid-19 no país, que já provocou oito vítimas mortais.

Em África, há 4.601 mortos confirmados em mais de 162 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 382 mil mortos e infetou mais de 6,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,7 milhões de doentes foram considerados curados.

MB // VM

By Impala News / Lusa

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