Covid-19: Lisboa suspende recolha porta a porta de papel e plástico

A recolha porta a porta de papel e plástico vai ser suspensa em Lisboa, passando apenas a ser recolhidos os resíduos indiferenciados três vezes por semana, mas irá manter-se a recolha seletiva nos ecopontos de superfície e subterrâneos.

Covid-19: Lisboa suspende recolha porta a porta de papel e plástico

Covid-19: Lisboa suspende recolha porta a porta de papel e plástico

A recolha porta a porta de papel e plástico vai ser suspensa em Lisboa, passando apenas a ser recolhidos os resíduos indiferenciados três vezes por semana, mas irá manter-se a recolha seletiva nos ecopontos de superfície e subterrâneos.

Em comunicado divulgado hoje, a Câmara Municipal de Lisboa refere que está igualmente suspensa a recolha seletiva porta a porta de vidro a entidades comerciais.

As suspensões começam a ser implementadas já hoje.

Estas medidas, à semelhança de outras que a autarquia tem vindo a implementar para assegurar a regular recolha de resíduos na cidade, “visam garantir a proteção da saúde pública e dos trabalhadores envolvidos nas operações de recolha e tratamento de resíduos e, em simultâneo, controlar os fatores de disseminação da doença e contágio por covid-19”, lê-se na nota.

Assim, recorda a autarquia, todos os serviços de recolha a pedido através do atendimento do município, nomeadamente, objetos volumosos, resíduos de construção e demolição e resíduos de jardins estão também suspensos.

Os Parques de Apoio à Higiene Urbana (entrega de resíduos volumosos ou resíduos específicos) estão encerrados ao público.

Contudo, mantém-se a recolha seletiva porta a porta de biorresíduos (resíduos alimentares e similares) nas entidades comerciais e no projeto piloto doméstico na Alta de Lisboa.

O município adianta ainda que todas as medidas têm sido implementadas de acordo com as orientações das entidades competentes, nomeadamente Agência Portuguesa do Ambiente, Direção-Geral da Saúde e Entidade Reguladora dos Serviços da Água e Resíduos, e seguem as diretrizes que estão a ser tomadas em cidades como Amesterdão, Paris, Los Angeles e Roterdão, “com quem os serviços de higiene urbana de Lisboa têm mantido contactos nas últimas semanas”.

Na nota, a Câmara de Lisboa reitera que as famílias que tenham pessoas infetadas com o coronavírus que provoca a doença da covid-19 (ou com essa suspeita) devem colocar os seus resíduos em sacos de lixo resistentes e descartáveis, com enchimento até dois terços da sua capacidade.

“Os sacos, devidamente fechados, devem ser colocados dentro de um segundo saco, também devidamente fechado, e depositados no contentor de resíduos indiferenciados. As máscaras e luvas também devem ser colocadas sempre no contentor do lixo indiferenciado”, é referido.

A autarquia apela ainda aos munícipes para não abandonarem lixo na rua e o depositarem nos contentores adequados.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, infetou mais de 250 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 10.400 morreram. Das pessoas infetadas, mais de 89.000 recuperaram da doença.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se já por 182 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou hoje o número de casos confirmados de infeção para 1.020, mais 235 do que na quinta-feira.

O número de mortos no país subiu para seis.

Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira, depois de a Assembleia da República ter aprovado na quarta-feira o decreto que lhe foi submetido pelo Presidente da República, com o objetivo de combater a pandemia de covid-19, após a proposta ter recebido pareceres favoráveis do Conselho de Estado e do Governo.

O estado de emergência proposto pelo Presidente prolonga-se até às 23:59 de 02 de abril.

               

VAM // MLS

By Impala News / Lusa

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