Covid-19: Itália ultrapassa as 100.000 mortes desde o início da pandemia

A Itália ultrapassou a marca de 100.000 mortes devido à pandemia da covid-19, um ano após o aparecimento da doença no país, anunciou o Ministério da Saúde.

Covid-19: Itália ultrapassa as 100.000 mortes desde o início da pandemia

Covid-19: Itália ultrapassa as 100.000 mortes desde o início da pandemia

A Itália ultrapassou a marca de 100.000 mortes devido à pandemia da covid-19, um ano após o aparecimento da doença no país, anunciou o Ministério da Saúde.

A Itália ultrapassou a marca de 100.000 mortes devido à pandemia da covid-19, um ano após o aparecimento da doença no país, anunciou o Ministério da Saúde.

O país regista agora 100.103 óbitos, mais 318 que na véspera.

As regiões mais afetadas são a Lombardia, o coração económico do país, com quase 30.000 mortes, seguida por Emília-Romanha (quase 11.000), Piemonte e Véneto, com quase 10.000 óbitos cada, com os especialistas a considerarem que o número de vítimas é geralmente subestimado.

“Nestes dias enfrentamos um agravamento da crise de saúde. Todos devem fazer o que puderem para limitar a propagação do vírus. Mas é, acima de tudo, o governo que deve fazer a sua parte”, afirmou o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, numa mensagem vídeo por ocasião do Dia Internacional da Mulher.

“A pandemia não está vencida, mas com a aceleração do plano de vacinação podemos ver que o desfecho não está longe. Quero aproveitar esta oportunidade para enviar a todos um sinal de esperança”, acrescentou.

Na semana passada, o grupo de reflexão sobre a saúde relatou um aumento de 33% no número semanal de infeções no período de 24 de fevereiro a 02 de março, com 123.000 casos, o maior número desde dezembro.

“Com esses números, precisamos de medidas mais severas”, afirmou no domingo o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luigi di Maio.

Novas restrições severas em todo o país seriam um novo golpe para a terceira maior economia da zona euro, mergulhada numa severa recessão devido ao confinamento de 2020.

Porém, de acordo com uma sondagem publicada este fim de semana pelo jornal Il Corriere della Sera, 44% dos italianos seriam a favor dessas restrições, comparando com os 30% registados duas semanas antes.

No domingo, o ministro da Saúde, Roberto Speranza, comprometeu-se a intensificar a campanha de vacinação, desacelerada devido a atrasos no abastecimento, tal como no resto da Europa.

Speranza apontou que Itália vai ter 50 milhões de doses até ao final de junho, o que permitirá que “pelo menos metade da população”, ou cerca de 30 milhões de pessoas, seja vacinada até ao final de junho.

Até agora, 5,4 milhões de doses foram administradas no país, e apenas 1,65 milhões de pessoas receberam as duas doses.

Hoje, entraram em vigor restrições mais severas na Campânia, que se junta a Basilicata e Molise na lista de zonas “vermelhas”, consideradas de alto risco e com mais restrições.

Friul-Veneza Júlia e Véneto, até agora classificadas como “amarelo” (risco moderado), mudaram para “laranja” (risco médio).

A partir de agora, 10 regiões estão na zona “laranja”, seis “amarelas”, três “vermelhas” e apenas uma, a Sardenha, como “branca”, com um mínimo de restrições (uso de máscara e distanciamento social).

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.593.872 mortos no mundo, resultantes de mais de 116,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 

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