Covid-19: Hospital de Beja sem urgência de ginecologia e obstetrícia devido a surto

O hospital de Beja está sem urgência de ginecologia e obstetrícia por falta de médicos para preencher as escalas do serviço devido ao surto de covid-19.

Covid-19: Hospital de Beja sem urgência de ginecologia e obstetrícia devido a surto

Covid-19: Hospital de Beja sem urgência de ginecologia e obstetrícia devido a surto

O hospital de Beja está sem urgência de ginecologia e obstetrícia por falta de médicos para preencher as escalas do serviço devido ao surto de covid-19.

O hospital de Beja está sem urgência de ginecologia e obstetrícia por falta de médicos para preencher as escalas do serviço devido ao surto de covid-19 que já infetou 30 profissionais de saúde daquela unidade. Entre os clínicos da especialidade de ginecologia e obstetrícia que prestam serviço no hospital de Beja, há dois médicos e uma interna infetados e dois em isolamento profilático, disse à agência Lusa a presidente da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), Conceição Margalha.

Por isso, explicou, o hospital ficou “temporariamente” com “falta de médicos da especialidade para preencher as escalas” do Serviço de Urgência de Ginecologia e Obstetrícia e teve de fechá-lo no domingo (27) às 20:00. O serviço está fechado “de certeza” até às 08:00 de terça-feira, porque a ULSBA já sabe que até lá não tem médicos para fazer as escalas, disse Conceição Margalha.

Urgência fechada por falta de médicos

A situação do surto está a ser “avaliada” e a ULSBA ainda não sabe quando o serviço poderá reabrir, o que só deverá acontecer quando haver médicos para preencher as escalas, frisou. Segundo Conceição Margalha, enquanto o Serviço de Urgência de Ginecologia e Obstetrícia estiver fechado, no hospital de Beja não há atendimento da especialidade a utentes provenientes do exterior, as quais serão encaminhadas para os hospitais públicos mais próximos.

No entanto, sublinhou, o internamento na especialidade de ginecologia e obstetrícia mantém-se a funcionar para as utentes já internadas no hospital de Beja. Segundo a ULSBA, que gere o hospital de Beja, o surto, que foi identificado na passada quinta-feira, quando foram detetados os primeiros seis enfermeiros do bloco operatório infetados, já provocou 30 casos de infeção confirmados entre profissionais de saúde.

Surto já provocou 30 casos de infeção confirmados

Trata-se de 13 enfermeiros, nove médicos, cinco assistentes operacionais, dois assistentes técnicos e um técnico de diagnóstico e terapêutica e todos têm “apenas sintomas ligeiros” e estão em isolamento em casa. Devido ao surto, a ULSBA reforçou as medidas de segurança e higiene, alargou o rastreio a profissionais e decidiu realizar testes de despiste de covid-19 a todos os funcionários do hospital de Beja, o que já começou e deverá terminar no final desta semana.

No hospital de Beja, à exceção do bloco operatório, onde só há atividade cirúrgica de urgência, e do Serviço de Urgência de Ginecologia e Obstetrícia, que está fechado, as consultas de especialidade e outros atos médicos e de enfermagem e exames decorrem “com normalidade”. A ULSBA refere que os utentes devem dirigir-se ao hospital de Beja “com toda a confiança, mas respeitando e cumprindo as indicações dadas”.

Trata-se de indicações relativas ao distanciamento físico, à higienização das mãos, ao cumprimento da hora da consulta ou do exame e, “muito importante”, o uso obrigatório de máscara no interior dos edifícios do hospital de Beja. A situação do surto “está a ser monitorizada” pela Unidade de Saúde Pública, pelo Serviço de Saúde Ocupacional e pelo Grupo de Coordenador Local do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos e ao abrigo do plano de contingência no âmbito da pandemia de covid-19 da ULSBA. Após identificados os primeiros casos, as equipas daqueles serviços “iniciaram de imediato” os procedimentos de avaliação de risco dos colaboradores e o pedido de testes e o isolamento dos casos suspeitos.

By Impala News / Lusa

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