Covid-19: Guiné Equatorial é o único país lusófono em África que não aderiu à Covax

A Guiné Equatorial é o único país de língua oficial portuguesa em África que ainda não completou o seu processo de adesão à iniciativa Covax, tendo antes recebido a oferta de milhares de doses da farmacêutica chinesa Sinopharm.

Covid-19: Guiné Equatorial é o único país lusófono em África que não aderiu à Covax

Covid-19: Guiné Equatorial é o único país lusófono em África que não aderiu à Covax

A Guiné Equatorial é o único país de língua oficial portuguesa em África que ainda não completou o seu processo de adesão à iniciativa Covax, tendo antes recebido a oferta de milhares de doses da farmacêutica chinesa Sinopharm.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) avançados à agência Lusa indicam que Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe formalizaram a adesão à Covax, uma iniciativa da OMS em parceria com a Vaccine Alliance e a Coalition for Epidemic Preparedness Innovations, e quase todos já receberam vacinas (AstraZeneca e Pfizer).

A Covax pretende garantir a vacinação a 20% da população de 200 países e tem acordos com fabricantes para o fornecimento de dois mil milhões de doses em 2021 e a possibilidade de comprar ainda mais mil milhões.

Angola foi o primeiro país de língua portuguesa em África a receber vacinas contra a covid-19 (624.000 doses), ao abrigo da Covax.

Através desta iniciativa também já receberam doses destas vacinas Cabo Verde (29.850 doses), Moçambique (384.000 doses) e São Tomé e Príncipe (24.000 doses), segundo dados da OMS.

A Guiné-Bissau aguarda a receção das suas doses, prevista para breve, adiantou a organização.

Em relação à Guiné Equatorial, a OMS refere que este país ainda não completou o seu processo para a participação da iniciativa.

A 10 de fevereiro, a Guiné Equatorial recebeu 100 mil doses da vacina contra a covid-19 da farmacêutica chinesa Sinopharm, uma oferta do Governo de Pequim para “fortalecer os laços de cooperação” entre os dois países, anunciaram as autoridades de Malabo.

A vacina da Sinopharm é aprovada na China para uso público geral e está também a ser utilizada em vários outros países, nomeadamente em estudos clínicos nos Emirados Árabes Unidos.

Entre os países africanos de língua oficial portuguesa, Moçambique é o que regista mais vítimas mortais (732 mortes e 64.929 casos de infeção), seguindo-se Angola (522 óbitos e 21.446 casos), Cabo Verde (157 mortos e 16.154 casos), Guiné Equatorial (100 óbitos e 6.603 casos), Guiné-Bissau (52 mortos e 3.469 casos) e São Tomé e Príncipe (32 mortos e 2.085 casos).

Em África, a pandemia de covid-19 provocou 108.391 mortos, num total de 4.051.362 infetados, dos quais 3.641.349 recuperaram. Em todo o mundo, o novo coronavírus matou pelo menos 2.671.720 pessoas.

O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egito, em 14 de fevereiro de 2020, e a Nigéria foi o primeiro país da África subsaariana a registar casos de infeção, em 28 de fevereiro.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

SMM (PVJ/CFF) // JH

By Impala News / Lusa

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