Covid-19: Governo timorense aplica confinamento obrigatório em Díli durante sete dias

O Governo timorense decidiu aplicar confinamento obrigatório a toda a população de Díli, durante sete dias a partir de sexta-feira.

Covid-19: Governo timorense aplica confinamento obrigatório em Díli durante sete dias

Covid-19: Governo timorense aplica confinamento obrigatório em Díli durante sete dias

O Governo timorense decidiu aplicar confinamento obrigatório a toda a população de Díli, durante sete dias a partir de sexta-feira.

Díli, 25 ago 2021 (Lusa) — O Governo timorense decidiu hoje aplicar um confinamento obrigatório a toda a população de Díli, para tentar controlar a transmissão da variante delta do novo coronavírus, durante sete dias a partir de sexta-feira.

O Governo disse que se “impõe o confinamento domiciliário geral da população do município de Díli, entre as 00:00 do dia 27 de agosto [16:00 em Lisboa de quinta-feira] e as 23:59 [15:59 em Lisboa] do dia 02 de setembro de 2021”, de acordo com um comunicado.

O confinamento aplica-se a “todas as pessoas que residam ou se encontrem presentemente no município de Díli, as quais devem permanecer nas suas residências ou nos seus locais de alojamento temporário, incluindo centros de acolhimento”, acrescentou.

As saídas de casa estão permitidas apenas “por razões de saúde, de trabalho, para acesso a bens e serviços de primeira necessidade e para receber a vacina contra a covid-19”, salientou a mesma nota.

Durante aquele período, “fica proibida a circulação de transportes públicos em toda a área do município de Díli”, são suspensas “as celebrações religiosas coletivas e é proibida a organização e realização de cerimónias fúnebres que envolvam a participação de mais de dez pessoas”, que nestas cerimónias devem usar máscara e manter o distanciamento social.

A ordem obriga ao encerramento ao público de “todos os estabelecimentos comerciais, industriais, artesanais ou de prestação de serviços, com exceção dos estabelecimentos de venda de bens alimentares e outros bens de primeira necessidade, de eletricidade, de telecomunicações, de prestação de cuidados médicos, farmácias, postos de combustível e instituições financeiras”.

Os restaurantes “podem fornecer refeições em regime de takeaway ou entrega ao domicílio e os restantes estabelecimentos que fiquem encerrados ao público podem desenvolver a sua atividade através de serviços de entregas ao domicílio”, referiu.

É permita a atividade de vendedores ambulantes de bens alimentares e outros bens de primeira necessidade, com os mercados municipais de Manleuana e de Taibessi, a funcionar entre as 06:00 e as 18:00.

A decisão surge depois de um aumento significativo de novas infeções, hospitalizações e mortes em Timor-Leste durante o mês de agosto, devido à variante delta que já é dominante em Díli e noutros locais do país, de acordo com estudos análises preliminares.

Durante a reunião e depois de ouvir uma apresentação da situação epidemiológica pelo Centro Integrado de Gestão de Crise (CIGC), o Governo determinou ainda as medidas a aplicar durante o próximo estado de emergência, em vigor até 29 de setembro.

A partir de 31 de agosto, ficam proibidas todas as atividades que impliquem a aglomeração de pessoas, em todo o país.

Até 13 de setembro mantém-se a imposição de cercas sanitárias em Díli e Ermera, além de duas novas certas sanitárias em Covalima e Baucau, entre quinta-feira e 08 de setembro.

Continuam em vigor cercas sanitárias “nas áreas abrangidas pelo suco Naimeco, no posto administrativo de Pante Macassar, e pelo suco Bobometo, no posto administrativo de Oesilo, ambos na Região Administrativa Especial de Oe-Cusse Ambeno até às 23:59 [15:59 em Lisboa] do dia 08 de setembro”.

Continua a vigorar o confinamento domiciliário da população dos postos administrativos de Ermera e Railaco, do município de Ermera, até às 23:59 até à próxima quarta-feira.

Desde o início da pandemia da covid-19, Timor-Leste registou 51 mortos e 14.935 casos, sendo que 3.816 são ativos.

A covid-19 provocou pelo menos 4.439.888 mortes em todo o mundo, entre mais de 212,4 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 17.658 pessoas e foram contabilizados 1.022.807 casos de infeção confirmados, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.

 

ASP // EJ

By Impala News / Lusa

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