Covid-19: Governo moçambicano define medidas para eventual regresso de cultos coletivos

O Governo moçambicano definiu um conjunto de 16 medidas necessárias para o eventual levantamento da proibição de cultos coletivos.

Covid-19: Governo moçambicano define medidas para eventual regresso de cultos coletivos

Covid-19: Governo moçambicano define medidas para eventual regresso de cultos coletivos

O Governo moçambicano definiu um conjunto de 16 medidas necessárias para o eventual levantamento da proibição de cultos coletivos.

Segundo uma nota do Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos a que a Lusa teve hoje acesso, as confissões religiosas são obrigadas a garantir o distanciamento de 1,5 metros entre os participantes, além de ser obrigatório o uso de máscaras nos cultos.

“Os locais de culto deverão manter os sanitários higienizados. No fim de cada culto, haverá um intervalo de uma hora para efeitos de higienização do espaço ou local de culto “, refere o documento.

Por outro lado, a nota define um limite de cinco cultos por dia, além de exigir que casamentos e batismo sejam realizados “observando o distanciamento recomendado”

Entre outras medidas, há também a exigência de que cada confissão religiosa obtenha os nomes e contactos dos participantes, além de ser obrigatório que sejam criados grupos internos para a fiscalização das medidas de prevenção.

A data de reabertura das confissões religiosas ainda não foi definida, esperando-se um pronunciamento do executivo moçambicano nos próximos dias com o fim do estado de emergência a 31 de julho.

No início de julho, líderes religiosos pediram ao chefe de Estado, Filipe Nyusi, o levantamento da proibição de cultos coletivos, propondo limitações do número de participantes e outras medidas de prevenção da covid-19 para reabertura das igrejas e mesquitas.

Desde o anúncio do primeiro caso em Moçambique, em 22 de março, o país registou um total de 1.582 infeções, com 11 mortes e 528 recuperados, segundo as últimas atualizações.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 627 mil mortos e infetou mais de 15,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

EYAC // JH

By Impala News / Lusa

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