GNR trava entrada a 52 trabalhadores no interior da cerca sanitária em Odemira

A GNR fiscalizou hoje de manhã cerca de 500 trabalhadores de empresas com atividade no interior da cerca sanitária em Odemira (Beja) e recusou a entrada a 52, por não apresentarem testes negativos à covid-19.

GNR trava entrada a 52 trabalhadores no interior da cerca sanitária em Odemira

GNR trava entrada a 52 trabalhadores no interior da cerca sanitária em Odemira

A GNR fiscalizou hoje de manhã cerca de 500 trabalhadores de empresas com atividade no interior da cerca sanitária em Odemira (Beja) e recusou a entrada a 52, por não apresentarem testes negativos à covid-19.

A GNR fiscalizou hoje de manhã cerca de 500 trabalhadores de empresas com atividade no interior da cerca sanitária em Odemira (Beja) e recusou a entrada a 52, por não apresentarem testes negativos à covid-19.

Fonte da GNR disse à agência Lusa que estes dados são referentes ao período entre as 05:00 e as 09:00, nos quatro postos de controlo que envolvem a cerca sanitária das freguesias de São Teotónio e Longueira-Almograve.

A Lusa acompanhou num dos postos de controlo, instalado numa das entradas em Vila Nova de Milfontes, a ação da GNR, que está a ser desenvolvida de forma serena, apesar de alguns protestos em relação à “burocracia” que esta operação envolve.

Tiago Costa foi um dos automobilistas fiscalizados, considerando a situação “um bocado chata”, porque todos os dias tem de circular entre São Teotónio, onde possui uma unidade turística, e Vila Nova de Milfontes, onde também tem residência.

“Eu tenho duas moradas no concelho de Odemira, a minha morada principal é em São Teotónio, mas todos os dias tenho de vir a Vila Nova de Milfontes tratar do jardim, de alguns animais. Se me criam obstáculos de eu passar esta fronteira, vai ser uma chatice porque eu preciso de transitar todos os dias”, lamentou.

“Vou ter de fazer os testes [à covid-19] todos os dias e, naturalmente, é chato, além de ser dispendioso”, acrescentou.

Ao longo das últimas horas, a Lusa constatou a existência de uma extensa fila de trabalhadores imigrantes junto à extensão de saúde de Vila Nova de Milfontes para efetuarem o teste à covid-19.

No sábado, o presidente da Câmara de Odemira, José Alberto Guerreiro, referiu em conferência de imprensa que a situação epidemiológica no concelho está a evoluir com “uma tendência favorável”, apesar de serem ainda mantidas “algumas cautelas” nos próximos dias.

“Na freguesia de Longueira-Almograve julgamos que, a manter esta tendência, haverá todas as condições para que possamos ter na próxima quinta-feira uma decisão de levantamento da cerca e de medidas completamente livres no que diz respeito às atividades económicas. Já relativamente à freguesia de São Teotónio, ainda continua com alguns números acima daquilo que são o nosso desejo”, disse.

As entradas e saídas para trabalhar ou apoiar idosos nas freguesias de Odemira sob cerca sanitária passaram a ser permitidas no sábado, mas ficam dependentes de teste negativo à covid-19.

Segundo um despacho publicado na sexta-feira à noite em Diário da República, a entrada nas freguesias de São Teotónio e Longueira-Almograve para o “exercício de atividades profissionais” e para o “apoio a idosos, incapacitados ou dependentes e por razões de saúde ou por razões humanitárias” depende da apresentação de comprovativo de teste PCR negativo realizado nas 72 horas anteriores ou teste rápido antigénio negativo realizado nas 24 horas anteriores.

A saída das duas freguesias pelos mesmos motivos depende também de apresentação de novo teste rápido de antigénio com resultado negativo, realizado nas 24 horas anteriores.

A elevada incidência de covid-19 nas duas freguesias deveu-se sobretudo a casos entre imigrantes que trabalham na agricultura na região. O concelho de Odemira já ultrapassou incidências de 1.000 casos por 100.000 habitantes, mas na quinta-feira tinha cerca de 240 por 100.000 habitantes.

 

 

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