Covid-19: Filho de Bolsonaro e dois ministros de Estado testam positivo

O deputado federal brasileiro Eduardo Bolsonaro, filho do Presidente, Jair Bolsonaro, e dois ministros de Estado foram diagnosticados hoje como positivos para o novo coronavírus.

Covid-19: Filho de Bolsonaro e dois ministros de Estado testam positivo

Covid-19: Filho de Bolsonaro e dois ministros de Estado testam positivo

O deputado federal brasileiro Eduardo Bolsonaro, filho do Presidente, Jair Bolsonaro, e dois ministros de Estado foram diagnosticados hoje como positivos para o novo coronavírus.

O deputado federal brasileiro Eduardo Bolsonaro, filho do Presidente, Jair Bolsonaro, e dois ministros de Estado foram diagnosticados hoje como positivos para o novo coronavírus.

Eduardo Bolsonaro foi o terceiro membro da delegação brasileira que viajou para Nova Iorque para participar na 76.ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que testou positivo, além do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e um diplomata.

Já a ministra da Agricultura, Teresa Cristina, e o Advogado-Geral da União (AGU), Bruno Bianco, que anunciaram hoje estarem infetados pelo SARS-CoV-2, não viajaram com a comitiva brasileira.

Na sua conta no Twitter, Eduardo Bolsonaro, que já havia recebido a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus, afirmou que está bem que já iniciou tratamento, embora não tenha especificado qual.

“Apesar do diagnóstico, sinto-me bem e comecei a tratar-me imediatamente”, escreveu Eduardo Bolsonaro.

O filho do chefe de Estado brasileiro havia recebido a primeira dose da vacina da Pfizer contra a covid-19, mas hoje voltou a questionar a sua eficácia e também criticou o chamado passaporte sanitário adotado em vários países, incluindo Portugal.

“Sabemos que as vacinas foram feitas mais rápidas do que o padrão. Tomei a 1.ª dose de Pfizer e contraí covid. Isso significa que a vacina é inútil? Não creio. Mas é mais um argumento conta o passaporte sanitário. Estudos sobre efeitos colaterais e eficácia estão ocorrendo agora”, afirmou noutra mensagem na mesma rede social.

A delegação brasileira voltou ao país na última quarta-feira após um discurso feito por Bolsonaro na ONU, no qual o governante defendeu o uso de remédios sem eficácia contra a covid-19 e se opôs ao passaporte sanitário.

No entanto, a delegação brasileira voltou sem o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que permaneceu em Nova Iorque após testar positivo quando a delegação se preparava para retornar ao Brasil.

Nos Estados Unidos, Queiroga participou em várias atividades oficiais: um encontro entre Bolsonaro e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e encontros com outras personalidades, como o secretário-geral da ONU, António Guterres, e a ex-presidente chilena Michelle Bachelet, atual alta-comissária da ONU para Direitos Humanos.

Além disso, o ministro da Saúde passou pelo complexo da ONU e pelas ruas de Nova Iorque, onde foi visto com Bolsonaro e parte da delegação brasileira a comer pizza numa calçada, pois o Presidente não pôde entrar em restaurantes porque não está vacinado contra a covid-19.

A ministra da Agricultura, Teresa Cristina, também usou o Twitter para informar sobre o seu diagnóstico e dizer que está a passar bem.

“Bom dia! Informo a todos que testei positivo para #Covid19. Estou bem. Cancelei meus compromissos presenciais e permanecerei em isolamento durante o período de orientação médica”, escreveu na rede social.

Já a infecção do AGU, Bruno Bianco, cujo cargo também tem estatuto de ministro no Brasil, foi confirmada pela assessoria de comunicação social.

O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo ao contabilizar mais de 595.694 vítimas mortais e mais de 2,3 milhões de casos confirmados de covid-19.

A covid-19 provocou pelo menos 4.725.638 mortes em todo o mundo, entre 230,52 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

 

 

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