Covid-19: Faixa de Gaza regista recorde de casos em 24 horas

A Faixa de Gaza, em confinamento há quase duas semanas, registou o número mais alto de infecções em 24 horas num surto local de covid-19 que tinha conseguido prevenir durante os primeiros seis meses da pandemia.

Covid-19: Faixa de Gaza regista recorde de casos em 24 horas

Covid-19: Faixa de Gaza regista recorde de casos em 24 horas

A Faixa de Gaza, em confinamento há quase duas semanas, registou o número mais alto de infecções em 24 horas num surto local de covid-19 que tinha conseguido prevenir durante os primeiros seis meses da pandemia.

O Ministério da Saúde de Gaza notificou o surgimento de 177 novos casos, o que eleva para 713 o número total de infecções desde o início da pandemia, 687 delas por transmissão comunitária.

Segundo as autoridades de saúde, uma pessoa morreu hoje de covid-19, aumentando o número de mortes para sete.

Inicialmente, a Faixa de Gaza conseguiu ficar livre do coronavírus ao detetar casos vindos da fronteira e isolando-os em hospitais da zona, mas em 24 de agosto registou as primeiras infecções locais num campo de refugiados, as quais se espalharam por todo o enclave.

O movimento islâmico Hamas, que controla a faixa, impôs imediatamente um confinamento rigoroso aos mais de dois milhões de habitantes até “novo aviso”.

O frágil sistema de saúde local, após mais de uma década de bloqueio israelita, e o fato de ser uma das áreas mais densamente povoadas do mundo, aumentam os receios de um agravamento da situação humanitária no enclave.

As Nações Unidas alertaram esta semana sobre as dificuldades do enclave para enfrentar uma eventual maior propagação da pandemia.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 869.718 mortos e infetou mais de 26,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.833 pessoas das 59.457 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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By Impala News / Lusa

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