Covid-19: Eventos interiores podem deixar de ter limitação de lotação no nível A de desconfinamento

A proposta de adaptação do plano de desconfinamento elaborada pela equipa de especialistas liderada pela investigadora Raquel Duarte, da Universidade do Porto, prevê que os eventos interiores possam deixar de ter limitação de lotação no nível máximo.

Covid-19: Eventos interiores podem deixar de ter limitação de lotação no nível A de desconfinamento

Covid-19: Eventos interiores podem deixar de ter limitação de lotação no nível A de desconfinamento

A proposta de adaptação do plano de desconfinamento elaborada pela equipa de especialistas liderada pela investigadora Raquel Duarte, da Universidade do Porto, prevê que os eventos interiores possam deixar de ter limitação de lotação no nível máximo.

Numa intervenção realizada por videoconferência na reunião do Infarmed, em Lisboa, que juntou especialistas, membros do Governo e o Presidente da República para a análise da situação epidemiológica do país, a especialista do Instituto de Saúde Pública do Porto — que apresentou os novos patamares C, B e A – reiterou a necessidade de assegurar a ventilação dos espaços, o cumprimento da distância e a promoção da testagem nas 48 a 72 horas anteriores.

“O que muda do nível C para o nível A é um aumento da lotação: no nível C, 25% [de ocupação]; no nível B, 50%; e no nível A apenas o cumprimento das medidas gerais”, explicou.

Já em relação aos eventos de grandes dimensões no exterior com espaço delimitado, Raquel Duarte defendeu a “promoção da testagem nas 48 a 72 horas antes do evento, circuitos bem definidos, uso obrigatório de máscara e identificação dos locais onde as pessoas podem ficar, de forma a cumprir o distanciamento e o cumprimento do número de pessoas por metro quadrado”.

Paralelamente, a pneumologista vincou que os eventos em exterior em espaço não delimitado “só devem ser permitidos se for possível controlar com identificação os locais onde as pessoas podem ficar”, para salvaguarda do distanciamento físico, bem como a manutenção da utilização obrigatória de máscara e “circuitos bem definidos” de circulação. “Só podem ocorrer se puderem ser controlados”, reforçou.

Para o setor dos transportes, as disposições atuais serão para manter, com exceção do nível A, em que cessa a limitação de ocupação. No entanto, os táxis e TVDE devem continuar a transportar pessoas apenas no banco traseiro.

Quanto aos convívios familiares, foi preconizada uma “avaliação de risco” com a ponderação de diversos fatores, como a idade ou a vacinação, e que contemple a testagem das pessoas ainda por vacinar contra a covid-19. No patamar C, fixou-se um limite de 10 pessoas e nos níveis B e A deixaria de haver limite.

A mesma metodologia é aplicada relativamente a celebrações, segundo a proposta de Raquel Duarte, em que é prevista uma lotação de 75% para o nível C e sem limite nos restantes níveis, apenas com o cumprimento das regras gerais.

Finalmente, a especialista da Universidade do Porto alertou para a possibilidade de prescrição de teste e de vacina no âmbito de consulta de medicina do viajante, “de forma a promover o controlo da pandemia e proteger o viajante internacional”, além da necessidade de manter uma vigilância apertada nas fronteiras.

“Devemos estar atentos ao controlo de fronteiras, sobretudo terrestres. É preciso que estes locais estejam munidos dos recursos necessários mínimos para o controlo epidemiológico. E é preciso que, ao passar a fronteira, as pessoas sejam identificadas quanto ao percurso, o contexto de viagem e essa informação partilhada com a saúde pública, de forma a facilitar o controlo de eventuais surtos”, sentenciou.

Em Portugal, morreram 17.022 pessoas dos 847.006 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

 

JYGO/HN/APN // ZO

By Impala News / Lusa

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