Covid-19: EUA e Rússia encerram fronteiras a África do Sul, Moçambique e outros países

Os Estados Unidos e a Rússia são os mais recentes países a anunciarem restrições à entrada de estrangeiros provenientes da África do Sul, Moçambique e de outros países da região.

Covid-19: EUA e Rússia encerram fronteiras a África do Sul, Moçambique e outros países

Covid-19: EUA e Rússia encerram fronteiras a África do Sul, Moçambique e outros países

Os Estados Unidos e a Rússia são os mais recentes países a anunciarem restrições à entrada de estrangeiros provenientes da África do Sul, Moçambique e de outros países da região.

Washington, 26 nov 2021 (Lusa) — Os Estados Unidos e a Rússia são os mais recentes países a anunciarem restrições à entrada de estrangeiros provenientes da África do Sul, Moçambique e de outros países da região devido ao surgimento da nova variante do coronavírus.

Os Estados Unidos foram o mais recente país a anunciar novas medidas, com o encerramento das fronteiras aos viajantes provenientes de oito países da África Austral, em resposta ao surgimento da variante Omicron do covid-19, como já foi designada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A partir de segunda-feira a entrada em território norte-americano fica interdita a pessoas provenientes da África do Sul, do Botswana, Lesoto, Namíbia, Zimbabué, Moçambique, Esuatini (antiga Suazilândia), e Malawi, declarou um responsável oficial.

Apenas os cidadãos norte-americanos e os residentes permanentes nos Estados Unidos serão autorizados a entrar no país, precisou.

Esta decisão surge poucos dias após o Presidente dos EUA, Joe Biden, ter anunciado a reabertura, no início de novembro, das fronteiras do país aos viajantes de todo o mundo, após 20 meses de restrições.

No caso da Rússia, uma medida semelhante irá afetar os cidadãos do Botswana, Lesoto, Namíbia, Zimbabué, Moçambique, Madagáscar, Esuatini (antiga Suazilândia), Tanzânia, e ainda Hong Kong, indicou hoje o centro operativo de luta contra o coronavírus.

A decisão também se aplicará aos estrangeiros que tenham permanecido nesses países nos últimos dez dias.

O Rospotrebnadzor, organismo russo responsável pela proteção do consumidor, terá ainda de organizar testes rápidos para os cidadãos russos que regressem desses países, para além dos provenientes do Reino Unido, China e Israel, indicou a agência noticiosa Interfax.

Também o Canadá anunciou hoje que vai proibir a entrada no país de todos os estrangeiros que nos últimos 14 dias viajaram por sete países da África Austral.

Em conferência de imprensa,o ministro canadiano da Saúde, Jean-Yves Duclos, referiu ainda que todos os canadianos que viajaram por países da África Austral precisarão de um teste negativo antes de embarcarem para o Canadá e, uma vez no país, terão que fazer quarentena e novo teste para o vírus.

No continente asiático, as Filipinas também anunciaram a suspensão dos voos provenientes da África do Sul e onde foi detetada a nova variante do coronavírus, indicou um porta-voz do Presidente Rodrigo Duterte.

“A suspensão dos voos internacionais provenientes da África do Sul, do Botswana e de outros países que apresentam caso locais ou probabilidades de surgimento da variante B.1.1.529 (…) entra de imediato em vigor”, declarou em comunicado o porta-voz Karlo Nograles.

O receio da nova variante do novo coronavírus, aparentemente mais transmissível, tem levado diversos países a suspender as viagens oriundas de países da África Austral.

Cientistas e autoridades de saúde da África do Sul reportaram, na quinta-feira, a deteção de uma nova variante do novo coronavírus, identificada como B.1.1.529.

Poucos casos desta variante foram confirmados até agora noutros lugares fora de África, mas começam a crescer as preocupações com o seu possível impacto na transmissibilidade e na sua capacidade potencial de escapar ao efeito das vacinas para já desenvolvidas.

Por esta razão, vários países decidiram hoje suspender os voos oriundos da África Austral: França, Itália, Reino Unido, Alemanha, Países Baixos, Singapura, Áustria e Israel são alguns dos países que optaram por suspender estas viagens.

O grupo de Resposta do Conselho a situações de crise (IPCR), juntando Estados-membros da União Europeia (UE), instituições europeias e especialistas, reuniu-se esta tarde e “concordou com a necessidade de ativar o mecanismo travão de emergência e impor restrições temporárias a todas as viagens para a UE a partir da África Austral”, segundo a presidência eslovena do Conselho da UE.

“A presidência eslovena apelou aos Estados-membros para testarem e colocarem em quarentena todos os passageiros que chegam”, acrescenta na mesma informação, tendo em conta que a decisão sobre viagens recai sempre sobre cada país.

Por seu lado, o porta-voz da Comissão Europeia, Eric Mamer, indicou através do Twitter que “os Estados-membros concordaram em introduzir rapidamente restrições a todas as viagens à UE de sete países da região da África Austral”, precisando tratar-se de Botsuana, Eswatini, Lesoto, Moçambique, Namíbia, África do Sul e Zimbabué.

Fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros disse à Lusa que a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, apresentou hoje uma proposta de ativação do mecanismo de travagem de emergência que permite aos países da UE impor restrições de viagem se a situação epidemiológica em países terceiros se deteriorar, incluindo devido à emergência de uma variante considerada preocupante.

“Esta proposta terá ainda de ser colocada à consideração de todos os Estados-Membros da UE. Qualquer decisão que venha a ser tomada será oportunamente anunciada”, adiantou a mesma fonte.

A covid-19 provocou pelo menos 5.180.276 mortes em todo o mundo, entre mais de 259,46 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

Uma nova variante foi recentemente detetada na África do Sul e, segundo a Organização Mundial da Saúde, o “elevado número de mutações” pode implicar maior infecciosidade.

PCR/PDF (RJP/ANE) // PDF

By Impala News / Lusa

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