Covid-19: Estudo de Macau sobre ensino virtual mostra aumento de opiniões negativas na China

Um estudo da Universidade de Macau mostrou que os utilizadores do Weibo, rede social chinesa equivalente ao Twitter, com opiniões negativas sobre ensino ‘online’ aumentaram de 4,6%, antes da pandemia, para 51,6%.

Covid-19: Estudo de Macau sobre ensino virtual mostra aumento de opiniões negativas na China

Covid-19: Estudo de Macau sobre ensino virtual mostra aumento de opiniões negativas na China

Um estudo da Universidade de Macau mostrou que os utilizadores do Weibo, rede social chinesa equivalente ao Twitter, com opiniões negativas sobre ensino ‘online’ aumentaram de 4,6%, antes da pandemia, para 51,6%.

Um estudo da Universidade de Macau mostrou que os utilizadores do Weibo, rede social chinesa equivalente ao Twitter, com opiniões negativas sobre ensino ‘online’ aumentaram de 4,6%, antes da pandemia, para 51,6%. “A percentagem de utilizadores do Weibo com opiniões neutras sobre o ensino ‘online’ caiu para 33,04% enquanto que as opiniões negativas aumentaram para 51,6%”, durante a pandemia e com diferentes surtos, de acordo com o estudo Monitorização da Opinião Pública sobre Ensino Online durante a covid-19 na China.

As perceções do público sobre o ensino ‘online’ eram, antes da pandemia, maioritariamente neutras (79%) e apenas 4,6 tinha uma perceção negativa, apontou o estudo.

Em caso de surto de covid-19, com medidas de confinamento e suspensão das aulas presenciais, adotadas na China, o número de tópicos na rede social chinesa refletia uma preocupação generalizada sobre escolas, professores, estudantes e currículos. “Por exemplo, o principal tópico naquele período [de surto] incluía termos como ‘prevenção e controlo’, ‘pandemia’ e ‘China’, refletindo uma relação estreita entre ensino ‘online’ e ambiente externo. O segundo tópico estava mais relacionado com utilizadores de ensino ‘online’, professores e alunos”, indicou a pesquisa.

Em terceiro lugar, o tópico mais comum estava relacionado com disposição pessoal e crescimento, enquanto em quarto surgiam questões relacionadas com a escola, como “trabalho de casa”, “curso”, entre outros, acrescentou.

Por outro lado, em surtos, a opinião negativa de mulheres sobre ensino ‘online’ aumentou de 5,5% para 19,1% e não descia muito ultrapassada a situação (16,2%). “Comparativamente, os homens pareciam manter uma perspetiva positiva do ensino ‘online’, independentemente das fases. As mulheres com uma opinião negativa sobre o ensino ‘online’ durante um surto era quase duas vezes mais do que os homens”, descreveu o estudo da UM.

A diretora do Centro de Investigação em Educação da UM, Zhou Mingming, disse à Lusa que estudantes de todos os níveis de ensino em Macau usam sem dificuldades a plataforma de ensino recomendada pelas escolas e a maioria é capaz de participar nas aulas virtuais. “Contudo, os pais estão preocupados com questões como a autorregulação dos filhos e se as aulas virtuais serão tão eficazes como a aprendizagem presencial. Alguns pais são obrigados a supervisionar as aulas virtuais e os trabalhos de casa”, acrescentou.

Devido aos surtos de covid-19, o ensino ‘online’ aumentou na China, que conta 176 milhões de alunos, até aos 18 anos, levando a um desenvolvimento das ferramentas para o ensino virtual, com a Internet a registar cerca de 800 milhões de utilizadores chineses, de acordo com o estudo.

 

 

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