Covid-19: Espanha vai começar por vacinar utentes e pessoal de lares de idosos

Os residentes e o pessoal sanitário e auxiliar dos lares para a terceira idade vão ser os primeiros a serem vacinados contra a covid-19 em Espanha a partir de janeiro, anunciou hoje o ministro da Saúde espanhol.

Covid-19: Espanha vai começar por vacinar utentes e pessoal de lares de idosos

Covid-19: Espanha vai começar por vacinar utentes e pessoal de lares de idosos

Os residentes e o pessoal sanitário e auxiliar dos lares para a terceira idade vão ser os primeiros a serem vacinados contra a covid-19 em Espanha a partir de janeiro, anunciou hoje o ministro da Saúde espanhol.

O Conselho de Ministros espanhol aprovou hoje o Plano de Vacinação Covid-19, que estabelece que os residentes e o pessoal de saúde dos lares e centros com pessoas dependentes serão os primeiros a serem vacinados quando chegarem as primeiras doses da vacina, a partir de janeiro de 2021, revelou Salvador Illa em conferência de imprensa.

O primeiro-ministro espanhol, o socialista Pedro Sánchez, já tinha avançado na sexta-feira que o objetivo do executivo era ter “uma parte muito substancial” da população espanhola vacinada, “com todas as garantias”, no primeiro semestre de 2021.

Segundo o ministro da Saúde espanhol, os grupos de pessoas a vacinar foram definidos de acordo com quatro níveis de risco: morbilidade (relação entre o número de casos de uma doença e a população exposta a adoecer) e mortalidade graves; grau de exposição à doença; impacto socioeconómico; e taxa de transmissão.

O plano divide em três as fases de vacinação gratuita e voluntária, dependendo da disponibilidade das vacinas: uma “oferta inicial muito limitada” de doses, de janeiro a março, que irá em primeiro lugar para o pessoal de saúde e auxiliar, os idosos e os deficientes, e para o resto do pessoal de saúde e outros grandes dependentes.

A segunda fase será prolongada de março a junho e aumentará a vacinação “progressivamente” e a terceira e última fase imunizará todos os 18 grupos populacionais abrangidos, que Salvador Illa não especificou, limitando-se a afirmar que “serão anunciados oportunamente”.

De acordo com o ministro espanhol, a ordem de prioridade foi decidida com base em “critérios científicos, éticos e legais” num quadro em que prevalecem princípios tais como igualdade, necessidade, equidade, proteção da deficiência e benefício social.

Salvador Illa recordou que a Comissão Europeia acaba de fechar um acordo de compra antecipada com a Moderna, que se junta aos concluídos com a Sanofi, a Janssen, a Astrazeneca, a Pfizer e a BioNTech, estando ainda Bruxelas também a negociar com a Novavax e a Curevac.

As vacinas propostas pela Moderna, Astrazeneca e Pfizer estão neste momento a ser analisados pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e, no total, a Espanha pretende atingir 140 milhões de doses com estes contratos, o que serviria para imunizar cerca de 80 milhões de cidadãos.

Em relação à logística para realizar a vacinação, o responsável governamental insistiu que Espanha tem um “sistema robusto” para vacinar e, apesar das dificuldades que “a priori” podem apresentar vacinas como a da Pfizer, que requer ser mantida a -80 graus centigrados, garantiu que “estas questões já estão resolvidas ou em vias de serem resolvidas”.

A estratégia hoje aprovada, além de estabelecer uma ordem de prioridade, prevê a implementação de um registo de vacinação específico para a covid-19, estando ainda a ser preparada uma estratégia de comunicação para os trabalhadores de saúde e a população em geral.

A Espanha é um dos países mais atingidos pela pandemia de covid-19 que já provocou mais de 1,3 milhões de mortos no mundo desde dezembro do ano passado, incluindo 4.056 em Portugal.

Na Europa, o maior número de vítimas mortais regista-se no Reino Unido (55.230 mortos, mais de 1,5 milhões de casos), seguindo-se Itália (50.453 mortos, mais de 1,4 milhões de casos), França (49.232 mortos, mais de 2,1 milhões de casos) e Espanha (43.131 mortos, mais de 1,5 milhões de casos).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 

 

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