Covid-19: Empresários da restauração da Guiné-Bissau preocupados com impacto económico de medidas

Os empresários da restauração da Guiné-Bissau estão preocupados com impacto económico das medidas tomadas pelas autoridades para prevenir casos de Covid-19 no país, que incluem o encerramento de todos os restaurantes, cafés, bares e discotecas.

Covid-19: Empresários da restauração da Guiné-Bissau preocupados com impacto económico de medidas

Covid-19: Empresários da restauração da Guiné-Bissau preocupados com impacto económico de medidas

Os empresários da restauração da Guiné-Bissau estão preocupados com impacto económico das medidas tomadas pelas autoridades para prevenir casos de Covid-19 no país, que incluem o encerramento de todos os restaurantes, cafés, bares e discotecas.

“Esta decisão surpreendeu todos e está relacionada com a urgência das coisas por causa desta pandemia que está a alastrar-se pelo mundo inteiro. Achamos bem que tomem medidas, mas deviam consultar o setor principalmente no aspeto económico e saber qual será a melhor maneira no sentido de aconselhar quais as atitudes de higiene para o atendimento”, afirmou o vice-presidente da Associação de Operadores Turísticos da Guiné-Bissau, Adnane Yahya.

Adnane Yahya, que também é proprietário de um restaurante em Bissau, disse que hoje já esteve reunido com as autoridades para abordar aquelas questões e que lhes foi explicado que “tiveram de ser tomadas medidas” daquele género “para dar o exemplo”.

Em Bissau, capital da Guiné-Bissau, era hoje visível o encerramento de vários estabelecimentos comerciais, bem como de alguns restaurantes, apesar de outros continuarem abertos.

Questionado sobre o facto de nem todos os estabelecimentos de restauração estarem encerrados, Adnane Yahya considerou que era por falta de informação.

“Todos nós estamos de acordo com as medidas, mas não devemos encerrar totalmente a atividade económica, senão o país morre, tudo para. Ninguém critica as medidas, mas pensamos que se devia fazer de outra forma”, disse.

Adnane Yahya salientou também que todos têm compromissos com bancos, fornecedores e funcionários e que poderiam, por exemplo, permitir que os restaurantes que têm condições possam ter serviços de ‘take-away’, sem aproximação de clientes.

“Esperamos que seja feito alguma coisa nesse sentido. Para já apelo a todos para manterem em calma, porque estamos a trabalhar”, afirmou.

As autoridades da Guiné-Bissau encerraram hoje as fronteiras terrestres, aéreas e marítimas no âmbito do combate à pandemia do novo coronavírus, com ressalva para evacuações médicas, abastecimento de medicamentos e para importações de bens alimentares de primeira necessidade.

Foram também encerrados todos os mercados a nível nacional, excetuando a venda de produtos alimentares, interditadas praias e piscinas, igrejas, mesquitas e outros locais de culto religioso às sextas-feiras, sábado e domingos.

As escolas públicas e privadas também foram encerradas, bem como bares, restaurantes e outros locais onde se pode comer e beber.

A Guiné-Bissau é um dos países mais pobres do mundo e tem um sistema de saúde bastante frágil com graves carências de equipamentos e materiais.

No continente africano há 33 países afetados pela pandemia de Covid-19, que conta já quase 600 casos, entre os quais o Senegal e a Guiné-Conacri, que fazem fronteira com a Guiné-Bissau, que ainda não tem qualquer registo de casos.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 220 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 9.000 morreram.

Das pessoas infetadas, mais de 85.500 recuperaram da doença.

Os países mais afetados depois da China são a Itália, com 2.978 mortes em 35.713 casos, o Irão, com 1.135 mortes (17.361 casos), a Espanha, com 767 mortes (17.147 casos) e a França com 264 mortes (9.134 casos).

Face ao avanço da pandemia, vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

MSE // JH

By Impala News / Lusa

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