Covid-19: Embaixador da Guiné-Bissau sublinha “solidariedade social” em Cabo Verde

O embaixador da Guiné-Bissau em Cabo Verde, Mbála Alfredo Fernandes, sublinhou hoje a “solidariedade social” prestada à comunidade guineense no país, a quem pediu o cumprimento das ordens das autoridades sanitárias.

Covid-19: Embaixador da Guiné-Bissau sublinha

Covid-19: Embaixador da Guiné-Bissau sublinha “solidariedade social” em Cabo Verde

O embaixador da Guiné-Bissau em Cabo Verde, Mbála Alfredo Fernandes, sublinhou hoje a “solidariedade social” prestada à comunidade guineense no país, a quem pediu o cumprimento das ordens das autoridades sanitárias.

“A nossa indicação baseia-se sobretudo na solidariedade social. Temos de ser cada vez mais solidários”, disse o embaixador à agência Lusa, na cidade da Praia, no âmbito de um encontro com a comunidade guineense em Cabo Verde sobre o impacto da covid-19.

Mbála Fernandes deu conta que muitos guineenses estão a sair da Boa Vista e de outras ilhas para irem para a cidade da Praia, tendo em conta que os setores mais afetados pela pandemia foram a restauração e hotelaria, onde boa parte dos guineenses trabalham.

Por isso, disse que a embaixada respondeu de diversas formas, nomeadamente distribuindo máscaras e medicamentos, cestas básicas, carregando telemóveis e prestando apoio psicossocial.

“São aspetos de solidariedade que contam numa terra pequena e que, realmente, poderá servir para muitas outras coisas que são importantes”, sublinhou o chefe da diplomacia guineense, afirmando não ter informações sobre diferenciação do Governo de Cabo Verde em relação aos apoios aos imigrantes.

“Quanto é atacado, o problema é atacado para todos, quer o Governo, quer as autarquias locais, todas estas instituições envolvem os imigrantes. Não temos nenhuma queixa que houve algum discriminação entre os nativos e os imigrantes guineenses”, sustentou.

Mbála Fernandes disse também que até agora a embaixada não tem registo de nenhum guineense que quer regressar ao seu país, explicando que sentem-se bem integrados com os cabo-verdianos, embora reconhecendo que poderão ter problemas de documentação.

Com as fronteiras fechadas, o embaixador disse que outras das missões é fazer chegar a Cabo Verde todos os passaportes que estão em Bissau, estando o Governo a fazer “todo o tipo de ginástica possível”, via embaixada em Lisboa.

Perante a situação pandémica em Cabo Verde, o embaixador pediu aos cidadãos guineenses para estarem atentos às autoridades sanitárias cabo-verdianas, cumprir as ordens emanadas por essas autoridades e serem respeitadores das regras básicas do país de acolhimento.

Desde março que a embaixada da Guiné-Bissau já realizou encontros com estudantes, com atores culturais, com a comunidade islâmica e com operários da construção civil.

Quanto ao encontro com os responsáveis das diversas associações e organizações da comunidade guineenses, Mbála Fernandes disse que serve para traçar estratégias para vencer a pandemia, nomeadamente no apoio às pessoas mais vulneráveis e mais afetadas.

Cabo Verde conta com um acumulado de 3.970 casos de covid-19 desde 19 de março, tendo registado 40 óbitos.

Depois de Cabo Verde, a Guiné-Bissau é a nacionalidade com mais casos registados, num total de 15, de acordo com o site oficial do Governo (covid19.cv), consultados hoje pela Lusa.

A covid-19 já provocou pelo menos 851.071 mortos e infetou mais de 25,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço da agência francesa AFP.

RIPE // LFS

By Impala News / Lusa

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