Covid-19: Doze utentes já vacinados de lar em Évora estão infetados

Doze utentes já vacinados contra a covid-19 de um lar da Santa Casa da Misericórdia de Évora estão infetados, mas encontram-se assintomáticos, disse hoje o provedor da instituição.

Covid-19: Doze utentes já vacinados de lar em Évora estão infetados

Covid-19: Doze utentes já vacinados de lar em Évora estão infetados

Doze utentes já vacinados contra a covid-19 de um lar da Santa Casa da Misericórdia de Évora estão infetados, mas encontram-se assintomáticos, disse hoje o provedor da instituição.

O provedor da SCM de Évora, Francisco Lopes Figueira, indicou que os 12 infetados com covid-19 são utentes do Recolhimento Ramalho Barahona, o maior dos dois lares da instituição, com 140 residentes.

“São pessoas perfeitamente cobertas pela vacina” contra a covid-19 e a deteção da infeção pelo novo coronavírus SARS-CoV-2 ocorreu no passado fim de semana, “17 dias depois da toma da segunda dose”, referiu o responsável.

Segundo o provedor, o primeiro caso foi o de uma utente que foi transportada para as urgências do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), devido a outros problemas de saúde, onde fez um teste com resultado positivo.

Os outros 11 casos de infeção com o vírus da covid-19 foram detetados no próprio dia e no dia seguinte, na sequência da realização de um total de “126 testes rápidos e 229 testes PCR” na instituição, adiantou.

Lopes Figueira assinalou que estes 12 utentes com covid-19 estão assintomáticos e foram transferidos para a Estrutura de Apoio de Retaguarda (EAR) de Évora, criada numa residência universitária, por decisão da Autoridade de Saúde Pública.

“A vacina reduz os sintomas e a agressividade da doença, mas quem está vacinado é contagiável e contagia”, observou o responsável. Na semana passada, a cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) admitiu que pessoas vacinadas contra a covid-19 podem eventualmente transmitir o novo coronavírus, porque podem ficar infetadas ainda que não fiquem doentes.

Segundo a médica e cientista, “não é claro” se as vacinas para a covid-19, já autorizadas e administradas em diversos países, incluindo Portugal, previnem a infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2, na origem da doença respiratória, sendo necessários mais estudos.

“Pode haver infeção, mas uma carga viral inferior”, disse então Soumya Swaminathan, alertando para a importância de as pessoas, mesmo vacinadas, continuarem a adotar medidas de proteção, como o uso de máscara, o distanciamento físico e a lavagem frequente das mãos, pois “podem eventualmente transmitir o vírus” apesar de não ficarem doentes.

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