Covid-19: Doentes com sintomas ligeiros que ficam em casa têm menor carga viral – DGS

A diretora-geral de Saúde explicou hoje que doentes de covid-19 com sintomas ligeiros, que nunca recorreram ao hospital, têm menor carga viral e de contágio, pelo que apenas são sujeitos a um teste para aferir o fim da infeção.

Covid-19: Doentes com sintomas ligeiros que ficam em casa têm menor carga viral - DGS

Covid-19: Doentes com sintomas ligeiros que ficam em casa têm menor carga viral – DGS

A diretora-geral de Saúde explicou hoje que doentes de covid-19 com sintomas ligeiros, que nunca recorreram ao hospital, têm menor carga viral e de contágio, pelo que apenas são sujeitos a um teste para aferir o fim da infeção.

“O ECDC [Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças] separa os doentes que precisam de recorrer ao hospital dos que têm sintomas ligeiros e ficam em casa. Alguns países nem sequer fazem teste a doentes com sintomas leves que ficam em casa. Nós decidimos manter um teste, 14 dias após o surgimento dos primeiros sintomas, para os doentes que ficaram sempre no domicílio com sintomas muito ligeiros e com menos carga viral”, descreveu Graça Freitas na conferência de imprensa diária sobre a pandemia de covid-19.

A responsável observou ainda que, de acordo com os estudos existentes, nas pessoas com sintomas ligeiros, para além do número de partículas virais serem “menores”, também “não contêm capacidade de replicação do vírus”, ou seja, “aquela pessoa deixa de ser infecciosa para a comunidade”.

“É com base nestes estudos que alguns países já nem fazem testes [a confirmar o fim da infeção] a quem fica em casa”, referiu.

A responsável notou que tem havido uma grande evolução “ao longo dos 60 dias [que passaram] em relação ao primeiro caso que apareceu em Portugal”.

“Vamos vendo a literatura médica e as instituições de referência na Europa. A ECDC é o grande referencial que seguimos e, depois, ainda temos conjunto de especialistas em Portugal consultados nesta matéria”, justificou.

Segundo Graça Freitas, as orientações da DGS partem “do pressuposto de que estamos a trabalhar com a melhor informação disponível à data”.

A responsável acrescentou que o ECDC “separa dois tipos de doentes — os que tem sintomas ligeiros e moderados, sem chegar a ir ao hospital e que terão uma carga viral menor, dos que são assistidos no hospital”.

A estes, apenas é confirmado o fim da infeção após a realização de dois testes com resultado negativo, num determinado espaço de tempo.

Portugal contabiliza 1.007 mortos associados à covid-19 em 25.351 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia, divulgado hoje.

Relativamente ao dia anterior, há mais 18 mortos (+1,8%) e mais 306 casos de infeção (+1,2%).

Das pessoas infetadas, 892 estão hospitalizadas, das quais 154 em unidades de cuidados intensivos, e o número de casos recuperados passou de 1519 para 1.647.

Portugal vai terminar no sábado, 02 de maio, o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de março, e o Governo anunciou a passagem para situação de calamidade, a partir das 00:00 de 03 de maio.

Devido ao fim de semana prolongado, o Governo decretou, entretanto, a proibição de deslocações entre concelhos de 01 a 03 de maio.

ACG // MAG

By Impala News / Lusa

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