Covid-19: Costa critica “fantasmas” sobre fronteiras ideológicas entre Estado e setores social e privado

O primeiro-ministro rejeitou hoje “fantasmas” utlizados por quem traça fronteiras ideológicas entre o Estado e os setores social e privado, e elogiou a cooperação existente com misericórdias e mutualidades, sobretudo no combate à pandemia da covid-19.

Covid-19: Costa critica

Covid-19: Costa critica “fantasmas” sobre fronteiras ideológicas entre Estado e setores social e privado

O primeiro-ministro rejeitou hoje “fantasmas” utlizados por quem traça fronteiras ideológicas entre o Estado e os setores social e privado, e elogiou a cooperação existente com misericórdias e mutualidades, sobretudo no combate à pandemia da covid-19.

António Costa falava após ter presidido à cerimónia de assinatura da adenda ao compromisso de cooperação com o setor social, em Lisboa, numa intervenção escutada pelos presidentes da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social, Lino Maia, da União das Mutualidades Portuguesas, Luís Silva, e da Confederação Cooperativa de Portugal, Rogério Cação.

Na parte mais política da sua intervenção, o primeiro-ministro procurou deixar uma mensagem: “Que não haja aqui espaço sobre fronteiras ideológicas entre setores público, privado e social, porque cada um tem a sua função, não numa lógica de concorrência, mas numa lógica de complementaridade”.

“É assim que temos trabalhado e é assim que vamos continuar a trabalhar agora nesta fase da pandemia, mas que iremos prosseguir depois da pandemia, porque há mais saúde para além do combate à covid-19, há mais necessidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e há mais pessoas com necessidade de terem uma residência digna para além daquelas que a têm nesta fase de luta contra a pandemia”, acentuou.

António Costa considerou da maior “importância o complemento ao acordo com o setor social hoje assinado pelo seu Governo, observando então que existem “inúmeras pessoas que estão hospitalizadas mas já tiveram alta clínica”.

“São pessoas que já não têm nenhuma razão para permanecerem no hospital, mas por falta de alternativas de local digno de residência, de cuidados que possam precisar pós-hospitalares, acabam por permanecer durante muito tempo nos estabelecimentos hospitalares. Agora, a pandemia não nos permite deixar para amanhã aquilo que tínhamos de fazer ontem”, advertiu o líder do executivo.

De acordo com o primeiro-ministro, desde o início da pandemia em Portugal, “mais de mil pessoas obtiveram alta social e mais de mil pessoas foram realojadas, libertando camas dos hospitais, encontrando uma nova residência através das instituições” de solidariedade social.

“Com este novo aditamento ao contrato, nos próximos seis meses vão ser criadas mais de 400 camas para continuar a responder a esta necessidade”, disse.

PMF // JPS

By Impala News / Lusa

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