Covid-19: Comboios na Área Metropolitana de Lisboa cumprem lotação exigida

A lotação da maioria dos comboios que circulam nas horas de ponta na Área Metropolitana de Lisboa está “abaixo dos 50%”, frisando que os “dados objetivos” não evidenciam responsabilidades dos transportes públicos na propagação da covid-19.

Covid-19: Comboios na Área Metropolitana de Lisboa cumprem lotação exigida

Covid-19: Comboios na Área Metropolitana de Lisboa cumprem lotação exigida

A lotação da maioria dos comboios que circulam nas horas de ponta na Área Metropolitana de Lisboa está “abaixo dos 50%”, frisando que os “dados objetivos” não evidenciam responsabilidades dos transportes públicos na propagação da covid-19.

“Mesmo que algumas imagens possam transmitir a ideia de que temos comboios sobrelotados, a verdade é que o número de lotação dos comboios está muito abaixo do 1/3 em média, com poucos comboios perto dos 2/3. Não excluímos que possa haver, pontualmente, um comboio onde existe os 2/3 ou até pontualmente acima, mas essa não é a realidade dos comboios na AML e, por isso, falharemos na resposta ao problema se estivermos a olhar para o sítio errado”, afirmou o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, numa declaração aos jornalistas sobre os comboios na AML. Para o governante que tutela a empresa Comboios de Portugal (CP), é importante ter dados objetivos para abordar a responsabilidade dos transportes públicos na propagação da covid-19, inclusive a lotação efetiva e o número de trabalhadores infetados.

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“Precisamos de trabalhar com a realidade dos factos e a verdade é que, neste momento, temos uma lotação na maioria esmagadora dos nossos comboios nas horas de ponta na AML abaixo dos 50%, ou mesmos dos 30%”, reforçou Pedro Nuno Santos, revelando que, em 662 comboios que circulam na AML por dia, “só meia dúzia está a rondar os 2/3”, pelo que não existe, neste momento, um problema de sobrelotação. Sobre o número de trabalhadores infetados, o ministro disse que, das 2.000 pessoas que trabalham diariamente dentro dos comboios, nomeadamente revisores da CP, existem três casos de infeção por covid-19.

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Infraestruturas impedem «acrescentar mais comboios»

“As pessoas que estariam em maior risco são aqueles que diariamente trabalham nos comboios, não tiveram um risco acima da média, antes pelo contrário, de transmissão de covid”, frisou o governante, procurando desmitificar a tendência de olhar para os transportes públicos como o responsável pela propagação do vírus. Para garantir as condições mínimas para que se consiga diminuir de forma significativa o risco de contágio nos transportes públicos, o Governo determinou a utilização obrigatória de máscara, lembrou o ministro das Infraestruturas, enaltecendo o esforço de higienização dos comboios como a resposta possível a curto prazo “em relação à rede de infraestruturas, que tem limitações, que impedem de acrescentar mais comboios”.

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