Covid-19: Brasil soma mais 1.454 mortes e supera 470 mil óbitos

O Brasil registou 1.454 mortes devido à covid-19 nas últimas 24 horas, tendo ultrapassado os 470 mil óbitos (470.842), disse o Ministério da Saúde brasileiro.

Covid-19: Brasil soma mais 1.454 mortes e supera 470 mil óbitos

Covid-19: Brasil soma mais 1.454 mortes e supera 470 mil óbitos

O Brasil registou 1.454 mortes devido à covid-19 nas últimas 24 horas, tendo ultrapassado os 470 mil óbitos (470.842), disse o Ministério da Saúde brasileiro.

Em relação ao número de infeções, o país totaliza 16.841.408 casos positivos, após ter somado 37.936 diagnósticos de covid-19 entre quinta-feira e hoje, de acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela tutela da Saúde,

Contudo, os números de hoje não contabilizam os dados do Estado de Minas Gerais, um dos mais afetados pela pandemia, que não conseguiu enviar as informações devido a problemas técnicos.

A taxa de incidência da doença no Brasil é hoje de 224 mortes e 8.014 casos por 100 mil habitantes e a taxa de letalidade permanece em 2,8%.

Geograficamente, São Paulo, o Estado mais rico e populoso do país, com 46 milhões de habitantes, concentra o maior número de casos (3.338.262) e de vítimas mortais (113.474) de todo o Brasil.

A cidade de Viana, no Estado do Espírito Santo, fará um teste com a vacinação em massa da sua população, em que será usado o imunizante do laboratório AstraZeneca, informou hoje o governador daquela unidade federativa, Renato Casagrande.

O objetivo do estudo é avaliar a eficácia da vacina, imunizando a população de Viana com idades entre 18 e 49 anos, com apenas meia dose do antídoto.

“É uma confirmação dos estudos feitos pela AstraZeneca, comprovando que a meia dose gera imunidade em quem recebe essa quantidade da vacina. No caso específico de Viana, podemos levar essa imunidade para toda a cidade, salvando a vida da população do município”, afirmou o governador, em conferência de imprensa.

O governador destacou que, como se trata de um trabalho de investigação, após a aplicação da segunda dose — 12 semanas após a primeira dose — será feito um processo de amostragem para a comprovação da imunidade ao vírus.

“Caso não tenham adquirido essa imunidade, os participantes receberão dose de reforço e ficarão imunizados”, reforçou.

Um estudo semelhante foi desenvolvido na cidade brasileira de Serrana, em São Paulo, através da imunização em massa com a vacina Coronavac.

O estudo, divulgado pelo Instituto Butantan e pelo Governo de São Paulo, mostrou que a pandemia de covid-19 pode ser controlada com 75% da população vacinada, e que a imunização da população adulta fez os casos sintomáticos de covid-19 diminuírem 80%, os internamentos 86% e as mortes 95%.

Num momento em que o senado brasileiro investiga a demora do Governo brasileiro na aquisição de vacinas, a imprensa local divulgou hoje um vídeo que mostra o Presidente, Jair Bolsonaro, a receber, por parte de médicos defensores de cloroquina, a sugestão de criar um “gabinete das sombras” para participar nas discussões sobre imunizantes.

Numa reunião, em setembro do ano passado, no Palácio do Planalto, o virologista Paolo Zanotto, que chegou a colocar em dúvida a eficácia de imunizantes contra a covid-19, defendeu a existência de um grupo paralelo, que aconselhasse o chefe de Estado.

“É como se fosse um ‘shadow cabinet’ (gabinete das sombras, em tradução literal para português), esses indivíduos não precisam ser expostos, digamos assim, à popularidade”, disse Zanotto a Bolsonaro, num vídeo divulgado pelo portal de notícias Metrópoles.

A existência de um “gabinete paralelo” é um dos principais eixos de investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a pandemia, que investiga se os conselhos dados a Bolsonaro contrariaram a ciência e prejudicaram o combate à pandemia no país.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.704.003 mortos no mundo, resultantes de mais de 172 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

MYMM // RBF

By Impala News / Lusa

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