Covid-19: Brasil regista primeiro caso de indígena infetada pelo novo coronavírus

O teste ao novo coronavírus feito a uma indígena de 20 anos, agente de saúde, no interior do Amazonas, deu positivo, confirmou hoje a Fundação de Vigilância em Saúde daquele estado brasileiro, no primeiro caso entre índios no país.

Covid-19: Brasil regista primeiro caso de indígena infetada pelo novo coronavírus

Covid-19: Brasil regista primeiro caso de indígena infetada pelo novo coronavírus

O teste ao novo coronavírus feito a uma indígena de 20 anos, agente de saúde, no interior do Amazonas, deu positivo, confirmou hoje a Fundação de Vigilância em Saúde daquele estado brasileiro, no primeiro caso entre índios no país.

De acordo com o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), que atua na região, trata-se do primeiro caso registado de infeção por covid-19 entre índios do Brasil, refere o G1, portal de notícias da rede Globo.

A Secretaria Especial de Saúde Indígena ainda não se pronunciou sobre o caso, mas a jovem está em isolamento desde a última semana, quando surgiram as suspeitas de ter tido contacto com uma pessoa infetada.

A jovem, da etnia Kokama, está entre os quatro casos confirmados no município de Santo António do Içá, no Alto Rio Solimões.

Na sequência desta confirmação, duas aldeias inteiras foram isoladas. A primeira a entrar em quarentena foi a aldeia Lago Grande. A segunda foi a de São José, onde vive a indígena.

Ao todo, nas duas aldeias, moram cerca de mil índios, de acordo com o DSEI.

Com a confirmação hoje de manhã de três novos casos, o estado brasileiro do Amazonas passou a ter 178 pessoas infetadas pelo novo coronavírus.

O primeiro caso confirmado na região foi o de um médico, que teria entrado em contacto com indígenas e outros profissionais de saúde nos últimos dias, antes de fazer o teste e este ter dado positivo.

Agora, com a indígena Kokama, estão mais sete pessoas da sua família em isolamento, em casa a aguardar resultados dos exames já efetuados, todos sem apresentarem sintomas da doença, adianta o G1.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 870 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 44 mil.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 470 mil infetados e cerca de 32.000 mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 13.155 óbitos em 110.574 casos confirmados até terça-feira.

O Brasil ultrapassou na terça-feira a barreira das duas centenas de mortos pelo novo coronavírus, tendo registados até ao momento 201 óbitos e 5.717 infetados, anunciou o Governo brasileiro, acrescentando que foram confirmados 1.138 casos positivos nas últimas 24 horas.

Foi batido um novo recorde no número de casos diagnosticados em apenas um dia, desde o início da pandemia no Brasil, que até agora tinha sido de 502 infetados em 24 horas.

Segundo o executivo brasileiro, liderado pelo Presidente Jair Bolsonaro, a taxa de mortalidade da covid-19 no Brasil é agora de cerca de 3,5%.

De acordo com os dados hoje divulgados pelo Ministério da Saúde, aumentou para 18 o número de unidades federativas do Brasil a registarem óbitos devido ao novo coronavírus: Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí, São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Minas Gerais, Goiás, Paraná, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Maranhão, Santa Catarina, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

Assim, todas as regiões do Brasil têm mortes confirmadas pela covid-19.

São Paulo continua a ser o estado brasileiro mais afetado, totalizando 136 mortos e tendo ultrapassado hoje os dois mil infetados, registando 2.339 casos confirmados.

Segue-se o Rio de Janeiro com 23 óbitos e 708 infetados e o Ceará que, até ao momento, contabilizou sete vítimas mortais e 390 casos positivos da covid-19.

ATR // LFS

By Impala News / Lusa

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