Covid-19: Biden pede preocupação em vez de alarme perante propagação da Ómicron

O Presidente norte-americano, Joe Biden, instou hoje a preocupação, mas não alarme, perante o novo recorde diário de casos de covid-19 registado nos Estados Unidos, devido à propagação da mais contagiosa variante Ómicron do coronavírus, causador da doença.

Covid-19: Biden pede preocupação em vez de alarme perante propagação da Ómicron

Covid-19: Biden pede preocupação em vez de alarme perante propagação da Ómicron

O Presidente norte-americano, Joe Biden, instou hoje a preocupação, mas não alarme, perante o novo recorde diário de casos de covid-19 registado nos Estados Unidos, devido à propagação da mais contagiosa variante Ómicron do coronavírus, causador da doença.

Em simultâneo, o seu Governo procura aliviar preocupações com escassez de testes, encerramento de escolas e outras perturbações causadas pelo rápido alastramento da Ómicron.

Falando antes de uma reunião com a sua equipa de resposta à pandemia de covid-19, na Casa Branca, Biden procurou, por um lado, transmitir a urgência do seu Governo em lidar com a nova variante do coronavírus SARS-CoV-2 e, por outro, convencer os cidadãos norte-americanos de que o atual aumento de casos tem poucas semelhanças com o início da pandemia ou o mortífero inverno passado.

O chefe de Estado enfatizou que as vacinas, doses de reforço e medicamentos mitigaram o perigo para a maioria dos norte-americanos que têm a vacinação completa.

“Ainda podem contrair covid, mas é altamente improvável, muito improvável que fiquem gravemente doentes”, disse Biden sobre os vacinados.

“Não há desculpa, não há desculpa para se ser não-vacinado — isto continua a ser uma pandemia de não-vacinados”, acrescentou.

Em comparação com o ano passado, mais norte-americanos têm emprego, a maioria das crianças está nas escolas e os números de mortos e doentes graves diminuíram — acentuadamente entre os vacinados.

Um porta-voz da Casa Branca indicou hoje que a Administração Biden vai duplicar, de 10 milhões para 20 milhões, a sua encomenda do tratamento anti-covid do laboratório Pfizer.

“É um aumento significativo dos medicamentos disponíveis nas nossas farmácias”, congratulou-se Kevin Munoz na rede social Twitter.

O Governo norte-americano tinha desembolsado 5,29 mil milhões de dólares na sua encomenda inicial de 10 milhões de comprimidos, que podem ser tomados em casa assim que surgirem sintomas da doença.

O comprimido contra a covid-19 da gigante farmacêutica norte-americana foi autorizado de emergência a 22 de dezembro pela Agência Norte-Americana dos Medicamentos (FDA).

O antiviral poderá ser administrado a doentes de alto risco com idade a partir dos 12 anos.

Os Estados Unidos registaram na segunda-feira um recorde mundial de novos casos de covid-19 num só dia, ao contabilizar mais um milhão de infetados, anunciou hoje a Universidade Johns Hopkins.

De acordo com números apresentados pela instituição, 1,06 milhões de norte-americanos testaram positivo para o coronavírus SARS-Cov-2 na segunda-feira, numa altura em que o país enfrenta uma quinta vaga de covid-19, alimentada pela variante Ómicron.

Os Estados Unidos também lideram o mundo no número médio diário de novas mortes, sendo responsáveis por uma em cada cinco mortes registadas por dia.

Desde o início da pandemia, os Estados Unidos já contabilizaram 56.280.742 casos de infeção e 830.349 mortes relacionadas com a covid-19.

A covid-19 causou 5.448.314 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência noticiosa France-Presse (AFP), com base em dados oficiais.

Em Portugal, morreram, desde março de 2020, 19.015 pessoas e foram contabilizados 1.460.406 casos de infeção, de acordo com números hoje divulgados pela Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em diversos países.

 

ANC (PMC) // PDF

By Impala News / Lusa

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