Covid-19: Banco central angolano mantém serviços com cerca de 35% do pessoal em trabalho presencial

O Banco Nacional de Angola anunciou que está a trabalhar atualmente de forma presencial com cerca de 35% do seu efetivo, devido à covid-19, que “obrigou à uma mudança e transformação” centrada na segurança dos colaboradores.

Covid-19: Banco central angolano mantém serviços com cerca de 35% do pessoal em trabalho presencial

Covid-19: Banco central angolano mantém serviços com cerca de 35% do pessoal em trabalho presencial

O Banco Nacional de Angola anunciou que está a trabalhar atualmente de forma presencial com cerca de 35% do seu efetivo, devido à covid-19, que “obrigou à uma mudança e transformação” centrada na segurança dos colaboradores.

Segundo a administradora do BNA para o Capital Humano, Beatriz dos Santos, os 35% dos cerca de 1.700 trabalhadores efetivos da instituição estão hoje com melhores condições de trabalho remoto para continuarem a servir e manter a circulação monetária.

“Tivemos que adquirir computadores, investir na segurança de informação e hoje já conseguimos com esse efetivo servir a população com alguma normalidade”, afirmou hoje em declarações aos jornalistas.

No período do estado de emergência, que decorreu entre 27 de março e 25 de maio, para conter a propagação da covid-19 em Angola, o BNA contava apenas com 25% do seu efetivo a trabalhar de forma presencial.

A responsável reconheceu que o período de crise, imposto para pandemia do novo coronavírus, teve impacto nas ações do banco central angolano, situação que concorreu para a redução do número de funcionários presencial.

“Fizemos isso tendo algumas pessoas em teletrabalho, tivemos que muito rapidamente criar condições de segurança, porque o tema da segurança da informação também é fundamental no sentido de ter as pessoas a trabalhar em casa terem acesso à informação para poderem prestar serviço”, sublinhou.

Beatriz dos Santos falava à margem de uma conferência sobre “Gestão do Capital Humano em Tempos de Crise” promovida, esta quinta-feira, em Luanda, pelo BNA.

A administradora do banco central angolano para o Capital Humano disse igualmente que a crise motivada pela covid-19 obriga atualmente as organizações a melhorem as suas competências, “principalmente a transformação do capital humano”.

“Atualmente o percurso da transformação digital é irreversível, conseguimos ter pessoas na flexibilidade do trabalho e temos que acreditar que essa crise trouxe melhorias ao nosso sistema e a mais valia que a crise trouxe vamos adaptar para o futuro”, notou.

O Banco Nacional de Angola fez também investimentos no domínio da cibersegurança, disse, acrescentando: “Continuamos a trabalhar, sobretudo na proteção dos nossos sistemas informáticos”, realçou.

Oradores desta conferência, que se enquadra no Ciclo Anual de Conferências do BNA, participaram por videoconferência.

A adoção de novos modelos e práticas de gestão do capital humano com vista a assegurar a segurança pessoal e coletiva e a continuidade do negócio e competitividade do mercado foi o fundamento básico da conferência.

Angola, que desde 26 de maio vive situação de calamidade pública, conta atualmente com 2.332 casos positivos da covid-19, sendo 1.283 ativos, 103 óbitos e 946 recuperados.

DYAS // JH

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS