Covid-19: América Latina começa a receber este mês 35 milhões de doses de vacina

A Organização Panamericana da Saúde vai enviar, a partir da segunda quinzena de fevereiro, numa primeira etapa, 35,3 milhões de doses da vacina AstraZeneca a 36 países e territórios do continente americano, nomeadamente Venezuela e Brasil.

Covid-19: América Latina começa a receber este mês 35 milhões de doses de vacina

Covid-19: América Latina começa a receber este mês 35 milhões de doses de vacina

A Organização Panamericana da Saúde vai enviar, a partir da segunda quinzena de fevereiro, numa primeira etapa, 35,3 milhões de doses da vacina AstraZeneca a 36 países e territórios do continente americano, nomeadamente Venezuela e Brasil.

A Organização Panamericana da Saúde vai enviar, a partir da segunda quinzena de fevereiro, numa primeira etapa, 35,3 milhões de doses da vacina AstraZeneca a 36 países e territórios do continente americano, nomeadamente Venezuela e Brasil.

Em comunicado divulgado pela Internet, a OPS precisa que a distribuição será feita em aliança com o Fundo de Acesso Global para Vacinas para a Covid-19 (COVAX) e com a Aliança Global para as Vacinas (Gavi), para assegurar a distribuição equitativa das vacinas.

O documento explica que a OPS “notificou os países das Américas sobre a dotação estimada de doses para a primeira fase da entrega de vacinas contra a covid-19, através de uma carta às suas autoridades de saúde”.

“Receberam essa carta 36 países e territórios que participam na COVAX, com informação sobre o número estimado de doses da vacina de AstraZeneca que poderiam receber a partir da segunda metade de fevereiro e ao longo do primeiro trimestre de 2021”, explica.

Segundo a OPS, a vacina da AstraZeneca “ainda está sob análise da Organização Mundial da Saúde, para receber a aprovação de uso de emergência, o que poderá ocorrer nos próximos dias”, estando o número de doses e o calendário de entrega sujeitos à EUL, à capacidade de produção e ao estabelecimento de acordos entre os produtores, a OPS e a Unicef.

“Estima-se que cheguem às Américas cerca de 35,3 milhões de doses, nesta primeira etapa”, precisa.

Segundo a OPS “os países e territórios das Américas, particularmente os mais pobres, estão a viver uma crise da saúde, económica e social sem precedentes”, constituindo a distribuição das vacinas “um passo esperançoso” no combate urgente ao coronavírus.

No comunicado a OPS sublinha que o uso das vacinas permitirá avançar na luta contra a pandemia, mas ainda será preciso “manter e fortalecer as medidas de saúde pública, como o uso de máscaras, evitar aglomerações, manter distanciamento social e lavar frequentemente as mãos, para evitar a transmissão e o aumento de casos e mortes” associadas à covid-19.

Também diz que na região das Américas será preciso “imunizar aproximadamente 500 milhões de pessoas para controlar a pandemia” e que o mecanismo COVAX “é um esforço global para acelerar o acesso equitativo às vacinas e assegurar que cheguem aos que necessitam recebê-las”.

“A meta é ministrar vacinas a pelo menos 20% da população de cada país (…) para proteger as pessoas em maior risco de apresentar formas graves da covid-19”, afirma.

O comunicado precisa que 37 países (mais um do que os que foram notificados) da América Latina e Caraíbas, vão receber vacinas através da COVAX, 27 deles com financiamento próprio “e 10 sem custo, devido à sua condição económica ou a dimensão da sua população”.

Segundo a OPS, além da Venezuela e do Brasil, a carta notificando a entrega das vacinas foi enviada às autoridades de Antígua e Barbuda, Argentina, Bahamas, Barbados, Belize, Bermudas, Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica e República Dominicana.

Também às autoridades do Equador, El Salvador, Federação de Saint Kitts e Nevis, Granada, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Ilhas Virgens Britânicas, Jamaica, México, Montserrat, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, São Vicente e Granadinas, Santa Lúcia, Suriname, Trinidad e Tobago, e Uruguai.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.237.990 mortos resultantes de mais de 103,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 

 

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