Covid-19: Alentejo entra na nova fase de vacinação com 1.500 doses

Mil e quinhentas vacinas vão “rumar” a Elvas e Grândola, os primeiros concelhos do Alentejo onde vão ser vacinadas pessoas com 80 e mais anos e acima dos 50 e com doenças associadas, revelou a ARS.

Covid-19: Alentejo entra na nova fase de vacinação com 1.500 doses

Covid-19: Alentejo entra na nova fase de vacinação com 1.500 doses

Mil e quinhentas vacinas vão “rumar” a Elvas e Grândola, os primeiros concelhos do Alentejo onde vão ser vacinadas pessoas com 80 e mais anos e acima dos 50 e com doenças associadas, revelou a ARS.

O presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, José Robalo, disse hoje à agência Lusa que a vacinação pelos centros de saúde de Elvas (Portalegre) e Grândola (Setúbal) arranca na terça e quarta-feira, respetivamente.

Segundo o responsável, a ARS do Alentejo recebeu 1.500 doses da vacina contra a covid-19 para o arranque desta 2.ª fase de vacinação na região, as quais foram distribuídas, “em proporção” com as pessoas com critérios de vacinação, pelos centros de saúde daqueles dois concelhos alentejanos.

“Esta primeira tranche” de vacinas “não chega para todos” os que têm critérios de vacinação nos dois concelhos, admitiu, sublinhando que “o processo é contínuo” e que os restantes utentes serão vacinados quando chegar a “próxima tranche”.

José Robalo realçou que, se o arranque desta fase “correr bem” no que respeita à “marcação e vacinação”, o processo pode iniciar-se faseadamente no Alentejo Central e no Baixo Alentejo, com prioridade para os “concelhos com maior incidência da doença” da covid-19.

“Espero que corra tudo dentro da normalidade. Temos quase 33 mil vacinas administradas na região. Já é quase um processo de desenvolvimento em que os profissionais têm capacidade para dar resposta dentro daquilo que for considerado”, acrescentou.

Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Grândola, António Figueira Mendes (CDU), criticou alegados atrasos no arranque desta nova fase de vacinação.

O autarca disse ter recebido “a indicação de que [a vacinação] iria começar na passada segunda-feira” e “não havia informação de que não seria para toda a população que está abrangida nesta primeira fase”, num total de 2.200 pessoas.

Segundo António Figueira Mendes, as pessoas que já tinham sido contactadas “tiveram de ser desconvocadas, o que deu muito trabalho aos serviços de saúde e aos serviços da câmara que tinham mobilizado todos os meios” para o início da vacinação.

“Parece que houve aqui algum engano que tem que ver com o início do processo que vai desenvolver-se. Aquilo que nos informaram, ‘à posteriori’, é que a vacinação vai realizar-se esta quarta-feira e que, nesta fase, só vão ser vacinadas 600 pessoas ao longo de três dias. Posteriormente, serão as restantes”, explicou.

Para o presidente da câmara, houve “falta de coordenação por parte dos serviços centrais em todo o processo”.

A operação, que vai decorrer no centro de acolhimento do Parque de Feiras e Exposições de Grândola, onde foram montados “quatro postos de vacinação, com seis enfermeiros e um médico”, está prevista terminar na próxima sexta-feira.

“Está tudo preparado e sinalizado, com uma sala de espera e uma sala de recobro para as pessoas que recebem a vacina e também vão lá estar ambulâncias, para assistir alguma pessoa que se possa sentir mal”, assinalou o autarca.

Em Elvas, que vai “estrear” a vacinação no Alentejo, já na terça-feira, pelas 10:00, o Centro de Negócios Transfronteiriços foi o “palco” escolhido.

Fonte da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA) disse hoje à Lusa que vão ser ministradas mais de 800 vacinas, no decorrer dos três dias da vacinação.

O Centro de Negócios Transfronteiriços de Elvas, uma das 28 estruturas da Rede Nacional de Apoio de Retaguarda, tem nesta altura montados numa das suas naves 10 gabinetes de vacinação.

Um médico, cinco enfermeiros e três assistentes técnicos foram mobilizados para o processo, por parte da ULSNA, estando ainda assegurada a presença de bombeiros da corporação local.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.316.812 mortos no mundo, resultantes de mais de 106 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 14.158 pessoas dos 765.414 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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By Impala News / Lusa

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