Covid-19: Alemanha regista recorde com 410 mortes em 24 horas

A Alemanha registou hoje um novo recorde de mortes pela covid-19, com 410 óbitos em 24 horas, e espera-se que haja uma extensão das medidas restritivas.

Covid-19: Alemanha regista recorde com 410 mortes em 24 horas

Covid-19: Alemanha regista recorde com 410 mortes em 24 horas

A Alemanha registou hoje um novo recorde de mortes pela covid-19, com 410 óbitos em 24 horas, e espera-se que haja uma extensão das medidas restritivas.

Berlim, 25 nov 2020 (Lusa) – A Alemanha registou hoje um novo recorde de mortes pela covid-19, com 410 óbitos em 24 horas, e espera-se que haja uma extensão das medidas restritivas atuais sobre vida pública e económica do país.

O número de novas infeções em 24 horas foi de 18.633, segundo dados do Instituto Robert Koch (RKI).

Este número representa mais de mil casos em relação àqueles registados na quarta-feira da semana anterior, embora esteja abaixo do máximo absoluto de infeções diárias (23.648 casos na sexta-feira passada).

Mais alarmante é o aumento das vítimas mortais – 410 óbitos em 24 horas – claramente acima do recorde diário anterior (315) registado em meados de abril.

O número total de infeções verificadas pelo RKI desde o início da pandemia sobe, assim, para 961.320 – dos quais se estima que 656.400 pacientes estejam recuperados -, enquanto o número de óbitos sobe para 14.771.

A chanceler alemã, Angela Merkel, terá hoje uma nova reunião com líderes regionais.

Na semana passada houve uma reunião entre os líderes dos estados federados alemães, mas não foi alcançado um consenso para endurecer as medidas em vigor desde 02 de novembro – como pretendia Merkel – e apenas foi avaliado o número de infeções naquele momento.

Os governos regionais acordaram, em várias rondas de negociações ao nível dos dirigentes dos Länder – Estados Federados – no início desta semana, estender as medidas em vigor até 20 de dezembro ou mesmo endurecer algumas delas, para as aliviar um pouco durante as festividades de Natal e Ano Novo.

Desde 02 de novembro, as casas noturnas, a restauração, eventos culturais e desportivos estão encerrados em espaços fechados, mas a atividade escolar e a vida comercial permanecem em funcionamento, embora com lotação limitada.

Os cidadãos foram instados a evitar todas as viagens não essenciais, tanto dentro do país quanto no estrangeiro.

A expectativa é que o Governo Federal concorde com os “Länder” sobre a prorrogação dessas medidas e até que endureça algumas delas, mas também que seja aprovada uma prorrogação da ajuda económica aprovada no início do mês para compensar os setores afetados pelos encerramentos.

Essas indemnizações – de até 75% das perdas calculadas em relação à receita de um ano atrás – podem atingir entre 15.000 e 20.000 milhões de euros, divulgaram na terça-feira os media alemães.

Tanto o Governo da chanceler como os governos regionais têm sido alertados nestes dias de que a evolução das infeções não permite, hoje, amenizar as restrições.

Entre as novas medidas que devem ser especificadas na reunião de Merkel está a manutenção dos encerramentos das casas noturnas, restauração e vida cultural, entre outras, pelo menos até 20 de dezembro.

Prevê-se também que o início das férias escolares de Natal seja antecipado e a recomendação aos cidadãos que se submetam voluntariamente a alguns dias de quarentena ou redução dos contactos sociais antes das festas.

Da mesma forma, é estudada uma fórmula mista de atividade escolar, entre presencial e pela internet, de modo que os alunos sejam distribuídos em pequenos grupos fixos que alternam a frequência escolar com os deveres em casa.

Para a semana do Natal, e até ao final do ano, serão permitidos encontros com até dez pessoas – ou seis, segundo critérios de alguns “Länder” mais restritivos. Da mesma forma, será recomendado – embora não seja proibido — a ausência de fogos de artifício em festas privadas e principalmente na passagem de ano.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.397.322 mortos resultantes de mais de 59,2 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

CSR // FPA

By Impala News / Lusa

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