Coro Gulbenkian leva Karlheinz Stockhausen à discoteca Lux

O Coro Gulbenkian apresenta na quinta-feira e na sexta-feira, na discoteca Lux, em Lisboa, “Stimmung”, obra composta por Karlheinz Stockhausen, em 1968, que “gera um ambiente que pode ser adaptado perfeitamente a um espaço como uma discoteca”.

Coro Gulbenkian leva Karlheinz Stockhausen à discoteca Lux

Coro Gulbenkian leva Karlheinz Stockhausen à discoteca Lux

O Coro Gulbenkian apresenta na quinta-feira e na sexta-feira, na discoteca Lux, em Lisboa, “Stimmung”, obra composta por Karlheinz Stockhausen, em 1968, que “gera um ambiente que pode ser adaptado perfeitamente a um espaço como uma discoteca”.

“Acho que é a primeira vez que o Coro Gulbekian atua numa discoteca. É muito entusiasmante para nós e acho que a obra poderá funcionar num espaço como o Lux”, afirmou a coralista Joana Esteves, em declarações à agência Lusa.

A coralista, contralto em “Stimmung”, recordou que o Coro Gulbenkian estreou a obra em Portugal em outubro de 2017, no Panteão Nacional, em Lisboa, apresentando-a depois em Coimbra e, mais recentemente, em dois concertos na Fundação Calouste Gulbenkian, também em Lisboa.

“Houve agora esta oportunidade de voltarmos a fazer a obra [no âmbito da BoCA — Bienal de Artes Contemporâneas], o que para nós é um privilégio, porque é muito desafiante. Neste contexto, que é um bocadinho diferente, mas estamos bastante ansiosos por fazê-lo”, partilhou.

“Stimmung”, criada em 1968 por Karlheinz Stockhausen em resposta a uma encomenda do Collegium Vocale da Rheinische Musikschule de Colónia, na Alemanha, é uma obra “peculiar, composta para seis cantores e seis microfones”.

“O foco da obra são os harmónicos vocais e gera-se um ambiente na própria obra que pode mesmo funcionar num espaço como o Lux, porque é uma obra que é amplificada. Cada um de nós, dos seis elementos, tem um microfone, que gera um ambiente que pode ser adaptado perfeitamente a um espaço como a discoteca Lux”, referiu Joana Esteves, que faz parte do Coro Gulbenkian desde 2013.

Atualmente, o Coro Gulbenkian, que se desloca frequentemente para concertos fora da Fundação, tem cerca de cem elementos, que “são chamados a participar de acordo com o tipo de programa e o número de elementos que cada obra necessita”.

“Neste caso são seis, mas há obras em que é preciso o coro todo”, disse Joana Esteves.

Além de Joana Esteves, a formação do Coro Gulbenkian que irá atuar no Lux integra Mariana Moldão (soprano), Rosa Caldeira (soprano), Frederico Projecto (tenor), João Afonso (tenor) e Pedro Casanova (baixo).

A programação da BoCA 2019, que está a decorrer desde 15 de março e cruza áreas artísticas, apresenta 22 estreias mundiais, e conta com a participação de 52 artistas portugueses e estrangeiros.

A decorrer em Lisboa, Porto e Braga, a BoCA termina a 30 de abril.

JRS // MAG

By Impala News / Lusa

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