Cogumelos podem ser mais antigos do que se pensava e ter 800 milhões de anos

Os cogumelos podem ser mais antigos do que se pensava anteriormente, concluíram cientistas que dataram vestígios de micélio (constituinte dos cogumelos) com 800 milhões de anos, divulgou hoje a Universidade Livre de Bruxelas, na Bélgica.

Cogumelos podem ser mais antigos do que se pensava e ter 800 milhões de anos

Os cogumelos podem ser mais antigos do que se pensava anteriormente, concluíram cientistas que dataram vestígios de micélio (constituinte dos cogumelos) com 800 milhões de anos, divulgou hoje a Universidade Livre de Bruxelas, na Bélgica. Segundo estudos anteriores, o fóssil mais antigo de um cogumelo tinha 460 milhões de anos.

LEIA DEPOIS
Meteorologia: Previsão do tempo para quinta-feira, 23 de janeiro

Na botânica, micélio é o nome que se dá ao conjunto de filamentos que constituem a parte vegetativa subterrânea dos fungos. Na sua constituição, um cogumelo é formado pelo micélio e pelo corpo frutífero, designado carpóforo, que se encontra visível.

O novo fóssil, analisado por vários cientistas, incluindo da universidade belga, foi descoberto na República Democrática do Congo, em sedimentos rochosos formados num ambiente lacustre, propício ao nascimento das primeiras plantas que colonizaram posteriormente a superfície da Terra, há cerca de 500 milhões de anos.

Para datarem os restos de micélio, os investigadores utilizaram várias técnicas de análise da composição molecular do fóssil a uma escala microscópica, sem os extrair das rochas antigas, que fazem parte do espólio de um museu de história natural em Tervuren, na Bélgica.

Com estas técnicas, conseguiram detetar traços de quitina, um composto resistente que faz parte das paredes celulares dos fungos.

Fósseis anteriores de cogumelos foram identificados com base na morfologia dos vestígios orgânicos extraídos de depósitos sedimentares com substâncias corrosivas, que danificaram a composição química dos fósseis e enviesaram a interpretação dos dados, de acordo com o coordenador do estudo hoje divulgado, Steeve Bonneville, da Universidade Livre de Bruxelas. O estudo foi publicado na revista científica de acesso aberto Science Advances.

LEIA MAIS
Família de brasileiro morto em Odivelas pede ajuda para transladar o corpo

 

 

Impala Instagram


RELACIONADOS