Clima: Alterações climáticas, empregos e os coelhinhos de Boris Johnson

O primeiro-ministro britânico afirmou hoje que “crescimento e emprego” são as palavras-chave do “desafio político” do combate às alterações climáticas, rejeitando encará-lo como “um gesto dispendioso e politicamente correto de abraçar coelhinhos ou coisa do género”.

Clima: Alterações climáticas, empregos e os coelhinhos de Boris Johnson

Clima: Alterações climáticas, empregos e os coelhinhos de Boris Johnson

O primeiro-ministro britânico afirmou hoje que “crescimento e emprego” são as palavras-chave do “desafio político” do combate às alterações climáticas, rejeitando encará-lo como “um gesto dispendioso e politicamente correto de abraçar coelhinhos ou coisa do género”.

A imagem foi invocada por Boris Johnson quando intervinha na cimeira climática de líderes promovida online pelo Presidente norte-americano, Joe Biden, e serviu-lhe para reforçar a ideia de que os países desenvolvidos têm um papel privilegiado nos investimentos necessários em inovação tecnológica para reduzir emissões poluentes e mitigar os efeitos das alterações climáticas.

Como país anfitrião da próxima (COP26) Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, o Reino Unido quer ver ambição nos países desenvolvidos para reduzir emissões e está “a trabalhar com todos, dos mais pequenos aos maiores emissores para garantir compromissos que mantenham o aquecimento global abaixo de 1,5 graus” em relação à era pré-industrial até ao fim do século, conforme estabelecido no Acordo de Paris, alcançado em 2015 na COP21.

“Vemos que há uma obrigação de os países desenvolvidos fazerem mais”, disse Boris Johnson, apontando que no caso do Reino Unido, uma redução de emissões nos últimos anos foi acompanhada de um crescimento da economia.

“Nós conseguimos. Para isso, precisamos que os cientistas de todos os países trabalhem juntos para produzirem soluções tecnológicas de que a humanidade vai precisar: captura e armazenamento de dióxido de carbono, hidrogénio barato, aviação com emissões neutras”, exemplificou.

Para isso, caberá “às nações mais ricas do mundo juntarem-se e contribuírem com mais do que os 100 biliões de dólares [anuais até 2020 para ajudar à mitigação dos efeitos das alterações climáticas] com que se comprometeram em 2009”, defendeu.

Salientou que, a par da redução de emissões, é preciso “lidar com o desastre da perda de habitats e biodiversidade”.

APN // JMR

By Impala News / Lusa

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