Cinco profissionais do ramo da saúde detidos por burla e propagação de doença

Cinco profissionais ligados ao ramo da saúde foram detidos numa operação da PJ que investiga crimes de corrupção, burla qualificada, falsificação de documento e propagação de doença.

Cinco profissionais do ramo da saúde detidos por burla e propagação de doença

Cinco profissionais do ramo da saúde detidos por burla e propagação de doença

Cinco profissionais ligados ao ramo da saúde foram detidos numa operação da PJ que investiga crimes de corrupção, burla qualificada, falsificação de documento e propagação de doença.

Cinco profissionais ligados ao ramo da saúde foram hoje detidos pela Polícia Judiciária (PJ) numa operação que envolveu buscas a clínicas médicas, residências e empresas e que investiga crimes de corrupção, burla qualificada, falsificação de documento e propagação de doença.

Segundo adianta um comunicado da PJ sobre a “Operação Terapia”, em que foram detidos dois homens e três mulheres, em causa está um esquema fraudulento de prestação de tratamentos não comparticipados por qualquer subsistema de saúde, sobretudo, pelo Instituto de Proteção e Assistência na Doença (ADSE).

“Porém, pelo facto de serem faturados atos diferentes daqueles que são realizados, os subsistemas procedem aos pedidos de reembolsos apresentados pelos seus beneficiários”, refere a PJ.

Os atos em investigação – revela ainda a PJ – relacionam-se com a realização de ozonoterapias, que não são comparticipadas pelos subsistemas de saúde, sendo que também não existe qualquer convenção ou protocolo entre a ADSE e as ditas clínicas. Acresce, de acordo com a PJ, que são realizadas por profissionais que não estão devidamente habilitados.

“Existem indícios que os suspeitos recorrem ainda a práticas pouco esclarecedoras, convencendo os utentes de que a ozonoterapia se mostra eficaz no tratamento do covid-19 ou de que permite ganhar imunidade, explorando a fragilidade e vulnerabilidade de pessoas receosas do vírus ou mesmo infetadas, sabendo os suspeitos que com a prática destes atos podem contribuir para a propagação de doença contagiosa, criando perigo para a vida ou perigo grave para a integridade física das vítimas e de terceiros”, precisa a PJ.

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