Chimamanda Adichie eleita vencedora dos vencedores do Women’s Prize for Fiction

O romance “Meio sol amarelo”, da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, que venceu o Women’s Prize for Fiction em 2007, foi eleito pelo público o melhor de todos os vencedores em 25 anos de existência deste prémio literário.

Chimamanda Adichie eleita vencedora dos vencedores do Women's Prize for Fiction

Chimamanda Adichie eleita vencedora dos vencedores do Women’s Prize for Fiction

O romance “Meio sol amarelo”, da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, que venceu o Women’s Prize for Fiction em 2007, foi eleito pelo público o melhor de todos os vencedores em 25 anos de existência deste prémio literário.

Treze anos após ter sido galardoada pelo seu romance sobre a guerra do Biafra e o confronto de etnias, Chimamanda Ngozi Adichie foi hoje eleita a “vencedora dos vencedores” numa votação feita pelo público, anunciaram os promotores do prémio.

O seu romance prevaleceu sobre os de autores como Zadie Smith, com “Uma questão de beleza”, Lionel Shriver, “Temos de falar sobre o Kevin”, Ali Smith, “Como ser uma e outra”, Rose Tremain, “Sonata a Gustav”, e Maggie O’Farrell, vencedora deste ano com “Hamnet”, entre outros.

Adichie segue assim os passos de Andrea Levy, que foi eleita a “melhor dos melhores” da primeira década do prémio, pelo seu romance “Small Island”, vencedor do Women’s Prize for Fiction 2004.

Este prémio único marca o culminar das celebrações ao longo do ano do 25.º aniversário da premiação de vencedores inesquecíveis, refere a organização num comunicado.

Chimamanda Adichie, que se encontra atualmente em Lagos, Nigéria, afirmou-se “especialmente emocionada por ser eleita ‘vencedora dos vencedores’, porque este foi o prémio que trouxe um vasto público” ao seu trabalho, e foi também o que a apresentou “ao trabalho de muitos escritores talentosos”.

A autora receberá uma edição de prata da estatueta anual do prémio, conhecida como ‘Bessie’, originalmente criada e doada pelo artista Grizel Niven.

Uma edição especial exclusiva de “Half of a Yellow Sun” (“Meio sol amarelo” no título original) está agora também disponível na Waterstones. Em Portugal, o livro está editado pela Asa.

Muriel Gray, presidente do júri em 2007, ano em que “Meio Sol Amarelo” ganhou originalmente o prémio afirmou que “embora seja por vezes pomposo chamar ‘importante’ a um livro, é apropriado dizê-lo de ‘Meio-Sol Amarelo'”.

“Para uma autora, tão jovem na altura em que o escreveu, ser capaz de contar uma história de tão grande escala em termos de sofrimento humano e das consequências do ódio e da divisão, ao mesmo tempo que agarra o leitor com personagens tão convincentes e um enredo tão enfeitiçante, é uma façanha espantosa”, acrescentou.

Na opinião de Muriel Gray, a façanha de Chimamanda torna este romance não só um justo vencedor do mais especial destes prémios, mas também uma referência de excelência na escrita de ficção”.

Chimamanda Ngozi Adichie nasceu e cresceu na Nigéria, país que deixou aos dezanove anos, para se mudar para os Estados Unidos da América e ingressar na universidade.

Autora de três romances, o seu trabalho está traduzido em trinta línguas.

O primeiro romance, publicado em 2003, foi “A cor do hibisco”, que ganhou o Prémio de Escritores da Commonwealth, o Prémio Hurston/Wright Legacy, e foi selecionado para o Prémio Orange de ficção

Seguiu-se “Meio sol amarelo”, assim chamado em homenagem à bandeira do Biafra, que retrata o que antecede e o que ocorre durante a guerra civil da Nigéria, e que foi distinguido com o Prémio Orange, além do Women’s Prize, e foi finalista do Prémio Nacional do Círculo de Críticos Literários.

“Americanah”, o seu terceiro romance, foi selecionado para o Women’s Prize for Fiction em 2014.

AL // TDI

By Impala News / Lusa

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