CGTP acusa grupo EGF de desvalorizar trabalhadores e prejudicar serviço de resíduos

A secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, disse hoje, em Coimbra, que a privatização do grupo EGF desvalorizou as condições de trabalho e prejudicou o serviço de resíduos, que “deixou de ser público” e a “ter como objetivo o lucro”.

CGTP acusa grupo EGF de desvalorizar trabalhadores e prejudicar serviço de resíduos

CGTP acusa grupo EGF de desvalorizar trabalhadores e prejudicar serviço de resíduos

A secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, disse hoje, em Coimbra, que a privatização do grupo EGF desvalorizou as condições de trabalho e prejudicou o serviço de resíduos, que “deixou de ser público” e a “ter como objetivo o lucro”.

A líder da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP-IN) falava aos jornalistas, à margem de uma concentração, hoje, na baixa de Coimbra, que reuniu várias dezenas de trabalhadores do grupo EGF/Mota-Engil para divulgarem as propostas reivindicativas apresentadas pelas estruturas sindicais.

O grupo EGF/Mota-Engil, responsável pelo tratamento e valorização de resíduos, integra várias empresas no país: Valorminho, Resulima, Resinorte, Suldouro, Resiestrela, Valnor, Ersuc, Valorlis, Valorsul, Amarsul e a Algar.

A privatização da EGF, em 2014, gerou um monopólio privado no setor dos resíduos fazendo com que os trabalhadores tenham “condições desvalorizadíssimas” e prejudicando as pessoas “com este serviço, que deixou de ser público e que passou a ter como objetivo o lucro”, sustentou Isabel Camarinha, em declarações aos jornalistas.

“Queremos exigir uma reposta à necessidade dos trabalhadores, à valorização do seu trabalho, dignidade da sua vida, mas também de desenvolvimento do país, porque o país não vai desenvolver-se se continuarmos com este modelo”, sublinhou.

No protesto, os trabalhadores da Ersuc – Resíduos Sólidos do Centro contestam o tratamento “desigual” que esta atividade teve em período de pandemia.

“Estes trabalhadores estão submetidos a um risco enorme sempre, mas com a pandemia, tiveram esse risco acrescido. De facto, não houve qualquer compreensão para com estes trabalhadores, não houve decisão para que estes também fossem abrangidos pelo suplemento extraordinário”, salientou Isabel Camarinha.

A concentração, na Praça 8 de Maio, no centro histórico de Coimbra, que foi promovida pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL) e pela Federação Intersindical (Fiequimetal), contou com uma tribuna pública, onde falaram trabalhadores, delegados sindicais e a secretária-geral CGTP.

Os manifestantes aprovaram, por unanimidade, um documento para entregar à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) que reivindica o “aumento dos salários”, “regulamentação de um suplemento de risco”, “dignificação de carreiras”, “exigência em reverter a privatização da EGF”, entre outras.

Foi ainda apresentado o Circuito Nacional de Denúncia, que vai percorrer o país, de modo a denunciar a falta de condições dos trabalhadores.

“As condições de trabalho, a questão dos salários, das carreias, é isso que nos faz lutar durante os próximos meses num circuito nacional que visa denunciar a falta de condições que estes trabalhadores têm”, referiu o presidente do STAL José Correia.

LYFR // JNM

By Impala News / Lusa

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