Cerca de 60% das queixas de saúde feitas à DECO são sobre setor privado

Cerca de 60% das queixas de saúde feitas à DECO são sobre setor privado

As 2.500 queixas no setor da saúde recebidas em 2018 incidem essencialmente no tempo de espera na urgência, no atendimento nos estabelecimentos de saúde e na qualidade do serviço prestado

Lisboa, 11 fev (Lusa) — A Deco recebeu no ano passado cerca de 2.500 queixas ou reclamações sobre serviços de saúde, sendo que 60% destes contactos dizem respeito ao setor privado, mostram dados da associação de defesa do consumidor.

O volume de queixas tem-se mantido constante nos últimos três anos e, segundo a jurista da DECO Carolina Gomes, o setor da saúde não é o que mais reclamações tem, “o que não significa que seja um setor sem problemas”.

“Verificamos que ainda existe uma grande dificuldade no reconhecimento e exercício dos direitos por parte dos consumidores, nomeadamente no que concerne ao direito a reclamar”, disse Carolina Gomes à Lusa hoje, quando se assinala o Dia do Doente.

O desconhecimento dos seus direitos torna os consumidores “menos exigentes”, num setor “com tantas ou mais exigências” do que outros serviços.

“Noutros setores, o incumprimento dos parâmetros de qualidade gera compensações para os consumidores. Isso ainda não acontece na saúde. É importante que os consumidores tenham a literacia necessária para ser exigentes”, defende.

Cerca de 60% das queixas dizem respeito ao setor privado, nota a associação de defesa do consumidor.

Para capacitar os utilizadores dos serviços de saúde, a Deco lança hoje a campanha “Saúde a quem tem direito”.

“O objetivo é dar aos consumidores conhecimento sobre os seus direitos enquanto utentes de saúde, permitindo um exercício mais pleno e um comportamento mais esclarecido no sistema de saúde”, explicou Carolina Gomes.

A campanha é dirigida a todos os cidadãos e utentes dos serviços de saúde, tendo em atenção “os grupos mais vulneráveis”, que têm menos acesso á informação.

A Deco preparou vídeos explicativos sobre os vários direitos dos utentes e utilizadores dos serviços de saúde que estarão disponíveis na internet e que deverão também passar em monitores em algumas farmácias e em unidades de saúde familiar, através de uma parceria com a Associação Nacional de Farmácias e com a Associação das USF.

ARP // JMR

By Impala News / Lusa

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