Cerca de 125.000 refugiados e deslocados afetados por inundações no Sudão – ONU

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) alertou hoje que as chuvas e inundações que há um mês se abatem sobre o Sudão já afetaram cerca de 125.000 refugiados e deslocados, muitos dos quais “perderam tudo”.

Cerca de 125.000 refugiados e deslocados afetados por inundações no Sudão - ONU

Cerca de 125.000 refugiados e deslocados afetados por inundações no Sudão – ONU

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) alertou hoje que as chuvas e inundações que há um mês se abatem sobre o Sudão já afetaram cerca de 125.000 refugiados e deslocados, muitos dos quais “perderam tudo”.

As chuvas torrenciais e inundações afetaram cerca de 40.000 refugiados e 85.000 deslocados internos, tanto em campos de refugiados como em zonas urbanas, disse o porta-voz desta agência da Organização das Nações Unidas (ONU) no Sudão, Roland Schönbauer, citado pela agência Efe.

Segundo o porta-voz, que sublinhou que a população em geral tem sido “muitíssimo afetada”, as zonas mais atingidas pela subida do nível das águas do rio Nilo são a capital sudanesa, Cartum, Darfur (oeste), Nilo Branco (a sul da capital) e a região leste do Sudão.

“Muitos dos afetados, tanto população local como refugiados e deslocados, perderam tudo. Perderam as casas humildes e os poucos haveres que tinham”, afirmou Schönbauer, acrescentando que várias infraestruturas sofreram danos nessas zonas.

“É realmente devastador o impacto que estas inundações têm tido em pessoas que já passaram por tudo, que já foram deslocadas, que viveram [a pandemia de] covid-19 e o seu impacto económico nos pequenos trabalhos informais, e por cima de tudo isso vêm as inundações”, lamentou.

O porta-voz precisou que um dos principais desafios no momento é conseguir manter as medidas preventivas e sanitárias contra o novo coronavírus, dado que muitas das fontes de água potável foram destruídas, assim como instalações sanitárias, o que dificulta por exemplo a lavagem das mãos.

O ACNUR, sublinhou, enfrenta dificuldades adicionais por ter recebido apenas 38% dos quase 275 milhões de dólares (210 milhões de euros) de que precisa para as operações no Sudão.

Este país africano registou até agora 13.189 casos de infeção pelo novo coronavírus, 88 dos quais fatais.

As chuvas torrenciais que caem desde julho já destruíram dezenas de milhares de habitações e centena e meia de edifícios públicos, segundo a proteção civil sudanesa.

O Sudão conta com cerca de 1,9 milhões de deslocados internos devido a vários conflitos, que levaram 600.000 sudaneses a fugir do país, entre os quais 300.000 que fugiram do Darfur e se refugiaram no Chade.

MDR // LFS

By Impala News / Lusa

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