Central fotovoltaica de 44 hectares na Feira está em fase de licenciamento

Uma central fotovoltaica de 44 hectares com 49.523 módulos solares verticais está em fase de licenciamento para o concelho de Santa Maria da Feira, revelou hoje essa autarquia do distrito de Aveiro.

Central fotovoltaica de 44 hectares na Feira está em fase de licenciamento

Central fotovoltaica de 44 hectares na Feira está em fase de licenciamento

Uma central fotovoltaica de 44 hectares com 49.523 módulos solares verticais está em fase de licenciamento para o concelho de Santa Maria da Feira, revelou hoje essa autarquia do distrito de Aveiro.

Caso seja aprovada pelo Ministério do Ambiente, Agência Portuguesa do Ambiente e Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, a estrutura ficará instalada no chamado Pinhal do Conde, na freguesia de São João de Ver, e terá como objetivo produzir energia limpa para distribuição pela rede elétrica nacional.

A empresa responsável pelo projeto é a FF Ventures — FFNEV Portugal Lda., que, segundo revelou à Lusa o presidente da Câmara da Feira, prevê atingir “uma produção de 40.500 Megawatts por hora em cada ano”.

O social-democrata Emídio Sousa informa que o projeto “resulta de um concurso público aberto pelo Estado e do qual a FF Ventures saiu vencedora”, mediante proposta de um contrato de exploração que implica um “plano de desmantelamento por forma a deixar a área, no final da sua vida útil, em situação semelhante à encontrada no início do processo ou, no mínimo, livre de qualquer dano”.

A notícia gerou, contudo, algumas críticas em São João de Ver, motivando a distribuição pela população de panfletos partidários em que o PS local se diz preocupado com “a dimensão da estrutura e as suas consequências ambientais e paisagísticas”, reclamando, por isso, mais esclarecimentos públicos sobre o assunto.

Os vereadores do PS no executivo municipal já aprovaram o parecer prévio sobre o projeto em reunião de Câmara, mas os socialistas de São João de Ver ainda querem saber, por exemplo, que estudos de impacte ambiental foram feitos sobre a instalação da central, se a temperatura na zona vai aumentar e quais serão os níveis de ruído emitido pelos inversores de energia.

Sobre essas dúvidas, o autarca Emídio Sousa insiste que a responsabilidade maior cabe aos organismos superiores do Estado, mas acredita que todas as entidades envolvidas no processo “têm interesse em que ele seja bem-sucedido”.

“A energia limpa tem que ser o grande desafio da humanidade. Seja em habitações, unidades industriais ou espaços florestais desaproveitados, é um dos caminhos para a sustentabilidade do planeta e da vida humana, e, neste caso específico, a central fotovoltaica de São João de Ver só se vai concretizar quando todas as entidades fiscalizadoras disserem que o projeto está cientificamente validado”, realça o autarca.

AYC // JAP

By Impala News / Lusa

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