Central de 83 MW eleva produção fotovoltaica da Iberdrola em Portugal para 255 MW

A Iberdrola anunciou hoje que o seu projeto vencedor no leilão de energia solar, realizado em agosto, tem uma capacidade instalada de 83 MW, o que permitirá à espanhola elevar para 255 MW a capacidade fotovoltaica em Portugal.

Central de 83 MW eleva produção fotovoltaica da Iberdrola em Portugal para 255 MW

Central de 83 MW eleva produção fotovoltaica da Iberdrola em Portugal para 255 MW

A Iberdrola anunciou hoje que o seu projeto vencedor no leilão de energia solar, realizado em agosto, tem uma capacidade instalada de 83 MW, o que permitirá à espanhola elevar para 255 MW a capacidade fotovoltaica em Portugal.

“Quando este novo projeto entrar em funcionamento, a capacidade renovável da Iberdrola em Portugal alcançará os 1.519 MW, dos quais 1.158 MW serão de tecnologia hidroelétrica, 255 MW de fotovoltaica, 14 MW de armazenamento em forma de bateria e 92 MW de energia eólica atualmente em operação”, informou hoje em comunicado a energética espanhola.

Segundo a empresa, o projeto mais recente consiste numa central fotovoltaica com 83 MW de capacidade instalada, com uma entrada de bateria de cerca de 14 MW, que permitirá “estabilizar o sistema e gerir a descarga na rede em momentos de grande procura”.

Já no primeiro leilão de energia solar, que decorreu em 2019, a Iberdrola tinha adjudicado o equivalente a 172 MW de tecnologia fotovoltaica, com projetos localizados nas regiões do Algarve e Vale do Tejo, que, diz, estarem em desenvolvimento.

Atualmente, a empresa não tem ainda produção fotovoltaica em Portugal.

O maior projeto que o grupo tem atualmente em desenvolvimento em Portugal é o complexo hidroelétrico do Tâmega, o maior do género em curso em Portugal, que envolve a construção de três novas centrais (Gouvães, Daivões e Alto Tâmega), com uma potência total de 1.158 MW e um investimento superior a 1.500 milhões de euros.

Segundo a empresa espanhola, as centrais de Gouvães e Daivões vão entrar em funcionamento em 2021, conforme previsto.

Quando o complexo do Tâmega arrancar, a Iberdrola estima que a energia elétrica instalada no país aumente em 6% e que seja fornecida energia proveniente de fontes renováveis a 440 mil casas.

Em janeiro, o primeiro-ministro, António Costa, afirmou que o Sistema Eletroprodutor do Tâmega é “estratégico” para permitir o encerramento das duas centrais a carvão ainda em funcionamento, a do Pego em 2021 e a de Sines em 2023.

Em 26 de agosto, o ministro do Ambiente anunciou que o leilão solar em que foram adjudicados 670 megawatts (MW) bateu “um novo recorde do mundo” com o preço de 11,14 euros MW-hora (MW/h), na modalidade de preço fixo.

A empresa sul-coreana Hanwha Q-Cells foi a “grande vencedora” deste segundo leilão solar, que decorreu nos dias 24 e 25 de agosto, tanto em número de lotes (seis), como em capacidade adjudicada (total de 315 MW).

Os restantes lotes leiloados foram adjudicados pelas empresas espanholas Iberdola e Endesa (um cada uma), a francesa Tag Energie (dois lotes), a alemã Enerland (um lote) e a espanhola Audax (2 lotes).

De acordo com o ministro, com este leilão, conseguem-se ganhos para os consumidores na ordem dos 559 milhões de euros a 15 anos.

MPE // JNM

By Impala News / Lusa

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