CDS quer maior aproveitamento de fundos comunitários e insta Governo a salvar ilhota do Tejo

CDS quer maior aproveitamento de fundos comunitários e insta Governo a salvar ilhota do Tejo

A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, criticou hoje a “escassa utilização” de fundos comunitários para preservação dos recursos marítimos, exemplificando com a demora na reabilitação do Mouchão da Póvoa, uma pequena ilhota do Estuário do Tejo.

As críticas de Assunção Cristas foram feitas esta manhã em Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa, durante um passeio de barco no Tejo, no qual participou também o cabeça de lista do CDS-PP às eleições europeias, Nuno Melo.

O passeio, que durou cerca de uma hora e meia, serviu, segundo explicou aos jornalistas a líder centrista para “mostrar a necessidade de “valorizar e proteger o património marítimo dos efeitos das alterações climáticas”, defendendo que tal “deve ser feito com um maior aproveitamento dos fundos comunitários”.

“Há dois anos estivemos aqui [Vila Franca de Xira] para denunciar um atentado ambiental, com a rutura do dique no Mouchão da Póvoa. O Governo disse na altura que a situação era urgente e que iria intervir, mas dois anos depois nada aconteceu”, criticou.

O Mouchão da Póvoa, com 1.200 hectares, é um dos três mouchões existentes no concelho de Vila Franca de Xira e caracteriza-se pela atividade agrícola ali desenvolvida pelos antigos proprietários.

Depois de vários alertas, o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, chegou a anunciar em maio de 2018 que iria reabilitar o Mouchão da Póvoa, numa intervenção orçada em cerca de 1,7 milhões de euros.

Contudo, a obra, que estava prevista estar concluída no final do ano de 2018, nunca chegou a arrancar.

“Isso mostra a inação e a incapacidade do Governo de aproveitar os recursos que tem, nomeadamente os fundos europeus”, observou.

No mesmo sentido, o deputado europeu Nuno Melo lamentou a “fraca execução dos fundos comunitários”, sublinhando que “este é um dos dramas do país”.

“Fundos como o Mar 2020, chegados a março, está executado a 17%. Portugal tem no mar um potencial que grande parte dos países da União Europeia e em relação a estes fundos comunitários o seu aproveitamento é muito medíocre, talvez também em função de uma lógica de cativações que mede tudo pelo défice, mas depois esquece as pessoas”, atestou.

FYS // VC

By Impala News / Lusa

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