CDS-PP desafia Governo a “sair do estado de negação” e dar “solução rápida” a urgências de obstetrícia

O CDS-PP desafiou hoje o Governo a “sair do estado de negação” na área da saúde e encontrar uma “solução rápida” para os problemas de pessoal nas urgências de obstetrícia nos maiores hospitais de Lisboa.

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CDS-PP desafia Governo a “sair do estado de negação” e dar “solução rápida” a urgências de obstetrícia

O CDS-PP desafiou hoje o Governo a “sair do estado de negação” na área da saúde e encontrar uma “solução rápida” para os problemas de pessoal nas urgências de obstetrícia nos maiores hospitais de Lisboa.

Um dia depois de o jornal Público ter noticiado que as urgências de obstetrícia de quatro dos maiores hospitais de Lisboa vão estar encerradas durante o verão, fechando rotativamente uma de cada vez, devido à falta de especialistas, a vice-presidente da bancada do CDS-PP Ana Rita Bessa diz ter recebido a notícia “com tristeza, mas sem surpresa”.

Em declarações aos jornalistas no parlamento, a deputada democrata-cristã salienta que o CDS-PP já se reuniu por várias vezes com a administração da Maternidade Alfredo da Costa, do Hospital Amadora-Sintra e do Lisboa Central.

“Há muito tempo que nos foi comunicado por estas administrações esta latência de um problema grave no que diz respeito à ginecologia-obstetrícia e anestesiologia. Há muito tempo que se vem alertando que, se não for feito o planeamento devido, a contratação atempada e o preenchimento das vagas, que este era um risco que podia acontecer”, apontou Ana Rita Bessa.

Para a deputada do CDS-PP, a solução de encerramento rotativo das urgências de obstetrícia “é inaceitável” e exorta o Governo a dar uma resposta rápida definitiva a este problema.

“O que pretendemos é que o Governo saia do estado de negação em que se encontra, pare de dizer que contratou 10.800 novos profissionais de saúde — ainda que seja verdade, claramente não responde às necessidades assistenciais de que o país precisa”, defendeu.

Para Ana Rita Bessa, “é preciso encontrar uma solução rapidamente para este problema”.

“Não é possível que, no século XXI num país da Europa, as maternidades da Grande Lisboa se vejam forçadas a encerrar ou a funcionar rotativamente, com as grávidas a terem de ligar para o 112 para o cumprimento de um direito que está constitucionalmente assegurado”, criticou.

Na quinta-feira à noite, o Ministério da Saúde afirmou que “as medidas de gestão de recursos” em estudo pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) “não preveem o encerramento de qualquer maternidade por nenhum período temporal”.

“Os trabalhos em curso versam sobre o encaminhamento de utentes pelo CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes – INEM), prevendo-se que estejam sempre garantidos os serviços de urgência externa de três das quatro maternidades abrangidas e apenas durante o período de verão, mantendo-se as restantes respostas nas quatro unidades sem alterações”, avança a mesma nota.

O Ministério da Saúde “assegura” ainda que “as utentes terão garantidas todas as respostas de que necessitam, cabendo à ARSLVT informar com a devida antecedência a população sobre as medidas que venham a ser decididas”.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse na quinta-feira esperar que o eventual fecho rotativo de urgências de obstetrícia em Lisboa seja “devidamente esclarecido e explicado”, para “serenar os espíritos das pessoas”.

SMA (APL/JF) // JPS

By Impala News / Lusa

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