CCB dedica dia a Aquilino Ribeiro nos 60 anos de

CCB dedica dia a Aquilino Ribeiro nos 60 anos de “A Casa Grande de Romarigães”

– O Centro Cultural de Belém, em Lisboa, dedica o dia a Aquilino Ribeiro, nos 60 anos da primeira edição de “A Casa Grande de Romarigães”, com reflexões e debates em torno da obra e do escritor.

Lisboa, 01 abr (Lusa) – O Centro Cultural de Belém, em Lisboa, dedica hoje o dia a Aquilino Ribeiro, nos 60 anos da primeira edição de “A Casa Grande de Romarigães”, com reflexões e debates em torno da obra e do escritor.


“Literatura e Pensamento — Dia Aquilino Ribeiro” é o tema do programa que a partir das 15:00 vai pôr os escritores Mário Cláudio e Mário de Carvalho a falar sobre “O legado literário de ‘A Casa Grande de Romarigães'”, segundo comunicado do Centro Cultural de Belém (CCB).


A esta discussão, segue-se outra, mais académica, sobre “O território literário da Casa Grande de Romarigães, a sua importância como promoção do turismo cultural em Paredes de Coura”, com intervenções de Aquilino Machado e Fernando João Moreira, docentes da Universidade de Lisboa e Instituto Politécnico do Porto, respetivamente, e de Vitor Paulo Pereira, presidente da Câmara Municipal de Paredes de Coura.


Este segundo painel debruça-se sobre as vertentes geográficas e culturais de Paredes de Coura e da “Casa Grande”, situada freguesia de Romarigães, que é retratada no livro e que foi morada do ex-presidente Bernardino Machado e do próprio Aquilino Ribeiro.


“‘A Casa Grande de Romarigães’, pela sua intensa força literária, marca sentimentalmente um território que em si mesmo representa e identifica uma região do interior de Portugal, com características distintivamente rurais”, lê-se no comunicado.


Sobre a marca física da Quinta do Amparo incide a capacidade criadora do escritor e do seu romance histórico, emanando da obra “um espírito, uma intensidade tão forte, que a presença física do sítio se revê nas evocações do texto e na memória dos feitos que ali terão ocorrido”.


Esta trama ficcional ajusta-se à geografia física e humana que lhe serviu de cenário, servindo de ponto de partida para as questões: “que legado literário nos oferece essa obra-prima de escrita e de enredo?”, “que papel poderá assumir a Quinta do Amparo e a sua enorme teia ficcional no contexto de Paredes de Coura?”, “como se poderá captar a narrativa secreta e mágica que continua subjacente na atmosfera de Romarigães e valorizá-la num projeto de dinamização de todo o concelho de Paredes de Coura?”.


A estas questões, os intervenientes procurarão responder, sendo certo — segundo os promotores do encontro — que, apesar de a dimensão literária continuar viva para quem visita o local, haverá “uma oportunidade de o reinventar no quadro de uma estratégia territorial mais consistente e integrada para o concelho de Paredes de Coura”.


A crónica romanceada “A Casa Grande de Romarigães” foi publicada na primavera de 1957, sendo considerado até hoje um dos livros mais marcantes da literatura portuguesa do século XX.



AL/TDI // TDI

By Impala News / Lusa

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