Casos de VIH em consumidores de drogas injetadas atinge mínimo histórico

Casos de VIH em consumidores de drogas injetadas atinge mínimo histórico

A percentagem de novos casos de infeção por VIH em consumidores de drogas injetadas atingiu no ano passado um mínimo histórico, com os casos de transmissão sexual em heterossexuais a serem os mais dominantes, segundo um relatório oficial.

De acordo com o relatório anual sobre a situação do VIH/sida do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, dos 1.068 novos casos de infeção detetados em 2017 apenas 1,8% respeita a utilizadores de drogas injetadas, sendo “um mínimo histórico”.

A forma de transmissão predominante nos casos detetados no ano passado foi a sexual, com os casos de transmissão heterossexual a representarem quase 60%, enquanto os casos de homens que fazem sexo com homens representam 37%.

Em 2017, os casos de transmissão nos homens que fazem sexo com homens representaram mais de metade do total de novos diagnósticos em homens.

Em termos de tendência ao longo dos últimos dez anos, assiste-se a uma diminuição do número de casos de categoria heterossexual, bem como entre consumidores de drogas injetadas, enquanto se verifica uma tendência crescente nos homens que têm sexo com homens entre 2008 e 2012.

O contacto sexual representa 63% de todos os casos acumulados de infeção por VIH/sida existentes até final de 2017.

Desde 2008 que a forma de transmissão que anualmente regista mais casos de infeção é a transição heterossexual, que representa 45,8% de todos os casos cumulativos registados até ao fim de 2017.

“O consumo de drogas injetadas está associado à segunda maior fração desse total (33,0%), contudo, essa proporção reflete as características da epidemia nacional em décadas passadas e não as apresentadas na atualidade”, indica o documento a que a agência Lusa teve acesso e que é hoje divulgado.

Os casos de transmissão por sexo entre homens corresponderam a 17,7% do total acumulado até fim de 2017.

Em termos de tendência, o documento salienta uma “diminuição do número de casos na categoria heterossexual, em ambos os sexos, uma redução sustentada dos casos associados ao consumo de drogas e, até 2012, uma tendência crescente no número de casos em homens que têm sexo com homens”.

O documento assinala que entre 2007 e 2016 os casos de transmissão por contacto heterossexual reduziu 45%, entre utilizadores de drogas injetadas diminuiu 90%, enquanto se observou um aumento de 29% nos homens que têm sexo com homens.

ARP // JMR

By Impala News / Lusa

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