Casal detido pela PJ por suspeita de atear fogos em Almeida e Pinhel

Um homem e uma mulher, desempregados, foram detidos pela Polícia Judiciária por suspeita de terem ateado “vários focos de incêndio distantes entre si” em várias localidades dos concelhos de Almeida e de Pinhel, distrito da Guarda.

Casal detido pela PJ por suspeita de atear fogos em Almeida e Pinhel

Casal detido pela PJ por suspeita de atear fogos em Almeida e Pinhel

Um homem e uma mulher, desempregados, foram detidos pela Polícia Judiciária por suspeita de terem ateado “vários focos de incêndio distantes entre si” em várias localidades dos concelhos de Almeida e de Pinhel, distrito da Guarda.

Um homem e uma mulher, desempregados, foram detidos pela Polícia Judiciária por suspeita de terem ateado “vários focos de incêndio distantes entre si” em várias localidades dos concelhos de Almeida e de Pinhel, distrito da Guarda.

O Departamento de Investigação Criminal da PJ da Guarda anunciou hoje em comunicado que deteve os suspeitos, com 47 e 26 anos, com a colaboração da GNR e dos Núcleos de Proteção Ambiental (NPA) de Almeida e de Vilar Formoso.

Segundo a fonte, os detidos estão “fortemente indiciados pela prática de, pelo menos, cinco incêndios florestais, ocorridos entre 11 e 29 de agosto”, em várias localidades dos concelhos de Almeida e de Pinhel.

“O casal atuava conjuntamente e deslocava-se de motociclo entre os vários locais onde vinha ateando sucessivos focos de incêndio, como terá ocorrido no último sábado, por volta das 18:00, na estrada que liga as localidades de Valverde a Senouras, no concelho de Almeida, quando [os suspeitos] deram início a mais três incêndios, separados entre si por uma distância de aproximadamente 1.600 metros”, lê-se.

A PJ adianta que os três incêndios levaram à destruição de aproximadamente 2,6 hectares de coberto vegetal, composto por azinheiras e mato rasteiro, provocando avultados prejuízos, “que só não foram ainda maiores devido à rápida e eficaz ação dos bombeiros que, apoiados por meios aéreos, conseguiram impedir que os três incêndios em causa se pudessem unir numa só frente e, dessa forma, provocar um único incêndio de muito difícil controlo”.

“Na verdade, não fosse a rápida e eficaz intervenção dos bombeiros e, bem assim, do correspondente dispositivo prontamente encaminhado para os vários locais dos incêndios, estes poder-se-iam ter propagado muito rapidamente a diversas áreas florestais mais densas, assim como a várias zonas agrícolas de valor muito relevante, colocando seguramente em perigo a povoação de Senouras e outras localidades ali existentes, já que, para além da elevada densidade de combustível, existia também continuidade horizontal e vertical que facilitaria a rápida progressão do fogo, auxiliado pelo vento e as altas temperaturas que se faziam ainda sentir”, remata.

Os detidos são ainda suspeitos de terem ateado incêndios nos dias 11 de agosto (pelas 21:45) e 13 (pelas 20:45), na localidade de Azinhal, no concelho de Almeida, e na estrada que liga as localidades de Valverde (Almeida) e Carvalhal (Pinhel).

Neste caso, a fonte também refere que não fosse a rápida intervenção dos bombeiros e do diverso dispositivo mobilizado para o combate aos incêndios, em que arderam mais 5,5 hectares de mato rasteiro, azinheiras e pinheiros, e estes “poder-se-iam igualmente ter propagado a áreas florestais mais densas, a zonas agrícolas de valor muito relevante, colocando mesmo em perigo um posto de abastecimento de combustível existente nas proximidades”.

Os detidos terão ateado todos os focos de incêndio “por meio de chama direta, com recurso à utilização de isqueiros ou fósforos, e sem que até agora tenham sido determinadas quaisquer razões minimamente explicativas de tão perigosos comportamentos”, indica a PJ da Guarda.

Os suspeitos vão ser presentes às competentes autoridades judiciárias para submissão a interrogatório judicial e aplicação de eventuais medidas de coação tidas por necessárias e mais adequadas.

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