Carolina Raquel vence concurso Sangue Novo na ModaLisboa

Carolina Raquel vence concurso Sangue Novo na ModaLisboa

A portuguesa Carolina Raquel venceu hoje o Prémio para Melhor Designer Nacional do concurso Sangue Novo, da ModaLisboa, dedicado a novos talentos e valores emergentes.

Lisboa, 08 mar (Lusa) — A portuguesa Carolina Raquel venceu hoje o Prémio para Melhor Designer Nacional do concurso Sangue Novo, da ModaLisboa, dedicado a novos talentos e valores emergentes, tendo o italiano Federico Protto sido distinguido com o Prémio para Melhor Designer Internacional.

Os nomes de Carolina Raquel e Federico Protto foram anunciados no Pavilhão Carlos Lopes, após o desfile dos seis finalistas do concurso Sangue Novo, pelo presidente do júri, Miguel Flor, no âmbito da 52.ª edição da ModaLisboa.

Carolina Raquel, de 23 anos, venceu o prémio com “A Complex Form”, uma coleção que, como explicou à Lusa, “reflete o processo criativo de um escultor”.

“O primeiro coordenado é baseado no bloco inicial e o último é depois de o esculpir, a escultura toda polida, por isso parece que ela está mais despida”, contou.

Nas peças, “todos os detalhes, desde botões e aplicações em resina, foram feitos exclusivamente para a coleção”. “Os acessórios fiz em colaboração com uma designer têxtil que conheci em Londres”, disse, destacando que “todas as luvas foram feitas com missangas e as aplicações do cabelo a mesma coisa”.

Carolina Raquel vive atualmente em Londres, onde nos últimos quatro anos e meio estudou na London College of Fashion. Durante o curso estagiou nos ateliers de Simone Rocha e Christopher Kane, em Londres, e de Alexandra Moura, em Lisboa. “Tento ter experiências num lado e noutro e manter o contacto com Portugal”, referiu.

O prémio que venceu inclui uma bolsa de cinco mil euros e a oportunidade de frequentar um Mestrado em Design de Moda na Polimoda, em Florença, Itália. Para a jovem designer, “o voo para Itália é quase complementar a toda a experiência anterior”.

A coleção que apresentou hoje foi a primeira que criou fora do âmbito escolar. Na edição anterior da ModaLisboa, na qual foram escolhidos os finalistas do Sangue Novo, apresentou a coleção “de fim de curso”.

Dessa coleção não vendeu nada, mas nesta vai “tentar, e é mesmo possível vestir algumas das peças”.

“Gostava muito de vender”, afirmou, referindo que “há [na coleção] peças que são quase obras de arte, mas outras vestíveis”, já que “muitos dos coordenados são feitos em camadas”.

Apesar de ter vontade de vender as suas criações, confessa que gosta “muito de fazer aquelas peças que são só para desfile e são mesmo quase obras de arte, que não se pode quase replicar”.

Por outro lado, o vencedor do Prémio para Melhor Designer Internacional, Federico Protto, de 27 anos, não tem pretensões a vender as suas criações, pelo menos para já.

De cidadania italiana, nascido no Uruguai, Federico Protto frequentou o ensino superior na Áustria, tendo terminado o curso em 2017, e vive atualmente na Hungria. “A vida leva-nos a todo o lado”, afirmou em declarações à Lusa, referindo que estar em Lisboa, cidade que adora, “é uma ótima oportunidade”.

Ao Sangue Novo, onde apresentou uma coleção pela terceira vez, chegou através de informação divulgada pela universidade.

“Decidi tentar, funcionou e estou feliz. Sinto-me feliz aqui”, partilhou.

Referindo que não vende as suas criações, visto que trabalha “mais artisticamente”, Federico Protto contou que criou a coleção “Muses 2019” “para mostrar uma maneira diferente de trabalhar no sistema da moda, que é duro e orientado para o produto”, e ele vê-se “mais como um artista também”.

“Eu faço artes performativas, pinto muito e quero incorporar todas estas áreas nesta rede e o resultado é esta coleção. Quero fugir ao convencional e fazer como é melhor para a minha vida enquanto jovem designer”, afirmou.

Apesar disso, vende algumas das t-shirts estampadas que faz. “Talvez um dia [venda as criações], mas quero fazer mais experiências de todos os campos. Talvez um dia, daqui cinco, sete, dez anos, possa ter uma boa equipa, um bom investidor. Mas estou feliz assim”, disse.

O prémio que venceu hoje garante-lhe que irá apresentar na próxima edição da ModaLisboa, em outubro, uma nova coleção, desta vez na plataforma Workstation.

No âmbito do Sangue Novo foi ainda entregue o prémio The Feeting Room, ao britânico Archie Dickens. A coleção que apresentou hoje será produzida e vendida nas lojas de Lisboa e do Porto daquela marca.

A 52.ª edição da ModaLisboa, na qual são apresentadas coleções para o outono/inverno do próximo ano, prossegue até domingo.

Hoje são ainda apresentadas as coleções de Duarte, Carolina Machado, Valentim Quaresma e Ricardo Preto.

JRS // MAG

By Impala News / Lusa

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