Comer menos carne ajuda a travar as alterações climáticas

Cientistas asseguram que comer menos carne e mais comida à base de plantas ajuda a combater as alterações climáticas e a degradação global dos solos.

Comer menos carne ajuda a travar as alterações climáticas

Comer menos carne ajuda a travar as alterações climáticas

Cientistas asseguram que comer menos carne e mais comida à base de plantas ajuda a combater as alterações climáticas e a degradação global dos solos.

Os cientistas responsáveis pelo relatório asseguram que comer menos carne e mais comida à base de plantas ajuda a combater as alterações climáticas, no entanto, sublinham que o objetivo não é dizer aos consumidores o que devem comer, mas fazer recomendações para os líderes políticos. O aquecimento global só poderá ser travado com mudanças no uso dos solos e no consumo alimentar, adverte as Nações Unidas no documento aprovado ao final de cinco dias de reuniões científicas na 50.ª sessão do Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre Alterações Climáticas (IPCC), em Genebra, que servirá de base a futuras negociações sobre alterações climáticas.

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Alterações climáticas versus degradação dos solos

Pela primeira vez, os especialistas estabelecem uma relação direta entre as alterações climáticas e a degradação global dos solos – zonas mais áridas, perda de biodiversidade e desertificação – e alertam para um aumento das secas em regiões como o Mediterrâneo ou o sul de África devido ao aquecimento global. Em outras zonas, como as florestas, os efeitos das mudanças climáticas podem incluir um maior risco de incêndios ou de pragas. Os especialistas concluíram que o aquecimento das superfícies emergentes está a aumentar a uma maior velocidade do que o aquecimento global, tendo progredido 1,53ºC e o documento prevê “riscos importantes” de falta de água nas zonas áridas, incêndios e instabilidade alimentar com um aquecimento global de 1,5ºC, passando a “muito importantes” se o aquecimento for de 2°C.

Reduzir desperdícios

Recomenda também a implementação de políticas que “reduzam o desperdício de comida e promovam a opção por determinados regimes alimentares” numa alusão a dietas menos carnívoras e que reduzam a população obesa ou com excesso de peso, estimada em mais de 2 mil milhões de pessoas. De acordo com o estudo, entre 35 e 30% da comida produzida no planeta é desperdiçada, enquanto se estima que 820 milhões de pessoas passem fome em todo o mundo. Combater este problema poderá reduzir a pressão de desflorestação com o objetivo de aumentar os solos agrícolas, considera o estudo, que aponta igualmente que a agricultura, silvicultura e criação de gado representam 23% do total de emissões de C02.

 

 

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