Carlos do Carmo condecorado hoje com a medalha de mérito cultural

O primeiro-ministro condecora hoje Carlos do Carmo com a medalha de mérito cultural pelo “inestimável contributo” para a música portuguesa, no dia em que o fadista dá o seu último concerto no Coliseu de Lisboa.

Carlos do Carmo condecorado hoje com a medalha de mérito cultural

Carlos do Carmo condecorado hoje com a medalha de mérito cultural

O primeiro-ministro condecora hoje Carlos do Carmo com a medalha de mérito cultural pelo “inestimável contributo” para a música portuguesa, no dia em que o fadista dá o seu último concerto no Coliseu de Lisboa.

O primeiro-ministro condecora hoje Carlos do Carmo com a medalha de mérito cultural pelo “inestimável contributo” para a música portuguesa, no dia em que o fadista dá o seu último concerto no Coliseu de Lisboa. “Num gesto simultâneo de agradecimento e de reconhecimento pelo inestimável trabalho de uma vida dedicada à divulgação do Fado e da música portuguesa, difundindo em Portugal e no estrangeiro a cultura e a língua portuguesas, ao longo de mais de cinquenta anos, entende o Governo Português prestar pública homenagem a Carlos do Carmo, concedendo-lhe a medalha de mérito cultural”, lê-se no texto biográfico que será impresso no diploma que acompanhará a medalha de mérito cultural.

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Carlos do Carmo despede-se dos palcos no Coliseu de Lisboa

“Com 45 anos de carreira bem vividos e a um mês de comemorar 80 anos de vida, temos de respeitar esta escolha. Hoje, no Coliseu de Lisboa, não nos despedimos, nem iniciamos a saudade. Festejamos mais esta etapa da carreira e da vida do Carlos do Carmo, como que uma nova estação do ano”, escreve o primeiro-ministro, num artigo publicado no Expresso. “Carlos do Carmo não é só um notável fadista, que o público, a crítica e um Grammy consagraram. Desde logo, porque canta muito mais que o fado, como os tributos que presta aos seus ídolos Brel ou Sinatra bem demonstram. Mas porque é mesmo um militante do fado”, considera António Costa.

“É altura de acalmar”, disse o fadista em entrevista à Lusa, recordando que começou a cantar há 57 anos. “É só uma saída de cena, dos palcos”, sublinhou Carlos do Carmo, afirmando que a decisão “não foi difícil” de tomar, “foi pensada” e “este era o momento”. “Tomei-a no ano passado. São 57 anos a cantar, quase no mundo inteiro. São poucos os países onde não cantei. Foi muita viagem, [foram] muitos hotéis, muitos palcos, é muita coisa e é uma altura boa de acalmar. E como gosto muito de ouvir cantar bem, ainda me vou desforrar a ouvir quem canta bem”, disse o fadista à Lusa.

Carlos do Carmo recusa-se a salientar qualquer uma das salas onde já cantou, “pois seria até ingrato, não era justo estar a escolher um ou outro” palco, mas destacou “o peso da emigração”, que sempre o recebeu “como um rei”.

Concerto esgotado

Referindo-se ao concerto, já esgotado, Carlos do Carmo disse que foi “todo construído” pelo filho Alfredo de Almeida, que é o seu agente, o que lhe acontece pela primeira vez na carreira. “Não dei um palpite. Nunca me aconteceu na minha carreira, pois sou sempre eu que faço o guião, o alinhamento”, enfatizou, acrescentando que os dois concertos anteriores, em Braga e no Porto, “correram muito bem”.

A acompanhá-lo vai estar um trio já habitual, composto por José Manuel Neto, na guitarra portuguesa, Carlos Manuel Proença, na viola, e Marino de Freitas, na viola baixo. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou a presença no concerto “Obrigado!”, “um adeus ao público português”, a revisitação de um percurso de mais de 50 anos do cantor.

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